Anfavea pediu previsibilidade na regulamentação tributária em reunião com Durigan

A informação é de Igor Cavet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores

Estadão Conteúdo

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, disse ter pedido ao governo previsibilidade na regulamentação da reforma tributária. Calvet se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, no fim da tarde desta quinta-feira, 9.

“Nós obviamente só mencionamos com ele Durigan a questão da previsibilidade, o quanto antes toda a regulamentação sair, melhor para o setor, o setor depende muito da previsibilidade”, disse Calvet a jornalistas após a reunião.

Como mostrado pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Anfavea levaria à Fazenda um possível apoio à ideia de manter a carga tributária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2027 com a entrada em vigor do Imposto Seletivo (IS).

O apoio a essa proposta anunciada pelo ministro é uma tendência interna na entidade, que ainda precisaria ser oficializada e anunciada, mas a conversa já girará em torno de uma preocupação sobre possível aumento de carga tributária com a migração do IPI para o IS no ano que vem. Em evento sobre a reforma tributária na semana passada, Durigan declarou que, para evitar uma guerra política, iria apenas manter a carga tributária do IPI, que será substituído pelo Seletivo a partir de 2027.

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Sobre a ampliação da vigência da cota para veículos importados, Calvet disse que essa é uma conversa que, para a Anfavea, já terminou. “Nós somos contrários à posição do governo. O governo tomou uma decisão que eles entenderam boa no momento, nós não vamos judicializar essa questão. É uma medida que o nosso entender foi errada do governo, porque o mercado está em crescimento, sem necessidade de cotas adicionais”.

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Nesta semana, o governo prorrogou por mais seis meses a importação livre de imposto dos carros híbridos e elétricos que têm a produção finalizada no Brasil.

O benefício favorece, em especial, a marca chinesa BYD, que traz componentes da China para montagem final na fábrica de Camaçari, na Bahia. A asiática, por sua vez, sustenta que a cota foi parte de um entendimento com o governo para viabilizar os investimentos na Bahia e que a isenção seria um instrumento de transição até uma produção mais completa, com maior conteúdo nacional.

O presidente da Anfavea afirmou que o titular da Fazenda reconheceu a existência de um desequilíbrio no crescimento do mercado. Segundo Calvet, com o aumento de 18,5% na produção no primeiro semestre em relação a 2025, a indústria automotiva deverá atingir a marca de 3 milhões de veículos emplacados em 2026.

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