Airbus quer quase dobrar lucro até 2029 e lança programa de recompra de ações

A meta representa quase o dobro dos 7,13 bilhões de euros de lucro ajustado antes de juros e ⁠impostos ‌gerados em 2025 e está bem acima do objetivo ⁠para 2026

Reuters

Logotipo da Airbus na entrada de um prédio em Toulouse, na França 11 de março de 2021 REUTERS/Stephane Mahe
Logotipo da Airbus na entrada de um prédio em Toulouse, na França 11 de março de 2021 REUTERS/Stephane Mahe

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⁠A Airbus estabeleceu nesta terça-feira uma ⁠meta de lucro operacional ajustado para 2029 na ‌faixa de 12 bilhões a 13 bilhões de euros e anunciou um programa de recompra de ações no ‌valor de 5 bilhões de euros, sinalizando confiança em sua capacidade de elevar lucros enquanto intensifica a produção de aeronaves.

A meta representa quase o dobro dos 7,13 bilhões de euros de lucro ajustado antes de juros e ⁠impostos ‌gerados em 2025 e está bem acima do objetivo ⁠para 2026, de 7,5 bilhões de euros. A Airbus é a maior fabricante de aeronaves do mundo.

A companhia busca impulsionar os lucros aumentando as entregas de aeronaves para atender à forte demanda das companhias ​aéreas, ao mesmo tempo em que supera gradualmente as interrupções na cadeia de suprimentos e a escassez ​de motores que têm restringido a produção em todo o setor aeroespacial.

A Airbus informou que só sua divisão de aeronaves comerciais deve gerar cerca de 10 bilhões de euros em lucro operacional em 2029.

Analistas do ‌J.P. Morgan afirmaram no início deste ​mês que a Airbus provavelmente alcançará esse nível de lucro no negócio de aeronaves comerciais dentro de três anos.

A Airbus manteve inalteradas suas ⁠projeções para 2026.

CRISE ​DE MOTORES ATENUADA

“Temos ​um nível de visibilidade que nunca tivemos antes. Deixamos para trás muitos ⁠desafios e limpamos o caminho ​para seguir em frente, e acreditamos estar em uma boa posição para apresentar uma perspectiva”, disse o presidente-executivo Guillaume Faury ​aos investidores reunidos em Londres.

Após iniciar o ano devagar devido a gargalos na cadeia de suprimentos ​e nos motores, ⁠a Airbus acelerou as entregas. No acumulado do primeiro semestre, as entregas ⁠de aeronaves subiram 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A fornecedora de motores Pratt & Whitney também sinalizou na terça-feira que as interrupções na manutenção, que deixaram centenas de aeronaves em solo, estavam diminuindo.

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