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LONDRES, 21 Set (Reuters) – As ações da Novo Nordisk recuavam nesta segunda-feira, enquanto executivos enfrentavam perguntas difíceis de analistas sobre o poder de precificação da farmacêutica e sua estratégia de fusões e aquisições, diante da proximidade do vencimento de importantes patentes.
A Novo pretende lançar mais de cinco medicamentos de grande sucesso até 2030 e gerar mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas (US$23 bilhões) em vendas provenientes de seu pipeline em 2035, afirmou o presidente-executivo da companhia, Mike Doustdar, em evento para o mercado de capitais da farmacêutica, realizado em Londres.

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A empresa está correndo contra o tempo para tranquilizar os mercados de que conseguirá lidar com a expiração das patentes da semaglutida — o princípio ativo de seu medicamento de grande sucesso para o tratamento da obesidade, Wegovy, e do medicamento para diabetes Ozempic — no início da década de 2030.
A sorte da farmacêutica dinamarquesa mudou drasticamente desde a chegada do Wegovy em 2021, que impulsionou sua avaliação para mais de US$600 bilhões. As ações da Novo, porém, despencaram mais de 70% em relação aos seus recordes históricos, diante da forte concorrência da rival norte-americana Eli Lilly .
Por volta de 8h50 (horário de Brasília), as ações da Novo caíam mais de 4%.
PRESSÃO DE CONCORRENTES
Segundo dados da LSEG, o medicamento injetável concorrente da Lilly, Zepbound, deve superar as vendas de Wegovy em mais de US$7 bilhões este ano.
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Buscando acalmar a instabilidade do mercado, a Novo iniciou no ano passado um programa de redução de custos, divulgando nesta segunda-feira que o número de demissões em massa chegou a 13.000, após 9.000 cortes iniciais e 4.000 desligamentos subsequentes.
No entanto, nesta segunda-feira, analistas pressionaram a gestão em relação às suas premissas de precificação, questionando se os medicamentos de próxima geração conseguirão manter preços elevados depois que a semaglutida perder a exclusividade.
Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment, disse à Reuters que a meta de vendas da Novo para 2030, que projeta apenas margens estáveis, foi um pouco decepcionante, embora não tenha sido uma grande surpresa.
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‘Considerando todas as pressões que a Novo enfrentará nos próximos anos, como os biossimilares no Canadá, Brasil e China, e a forte concorrência a partir de 2028 da Amgen, Pfizer etc., a previsão parece razoável’, disse ele.
As ações da Novo recuperaram parte das perdas iniciais e estavam em queda de 4,7% às 11h24 GMT.
FOCO EM M&A PARA REFORÇAR PIPELINE
Executivos da Novo afirmaram que o balanço patrimonial da farmacêutica pode suportar aquisições maiores, em vez de apenas pequenos negócios complementares, e esclareceram que sua meta de mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas se baseia em ativos internos ajustados ao risco e exclui quaisquer fusões e aquisições futuras.
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Nesta segunda-feira, a empresa também detalhou um cronograma de lançamento plurianual para os injetáveis de próxima geração da farmacêutica para o tratamento da obesidade, visando o lançamento da combinação CagriSema no início do próximo ano, seguido pelo cagrilintide isolado e pelo CagriSema em alta dose em 2028, antes de avançar com o zenagamtide.
O diretor científico Martin Holst Lange afirmou que a Novo agora planeja lançar o zenagamtide oral e injetável simultaneamente, em vez de lançar primeiro a versão injetável.
Doustdar afirmou que a Novo pretende alcançar mais de 60 milhões de pacientes em todo o mundo até 2030 e aumentar a produção em dez vezes para fornecer terapias orais para obesidade a 15 milhões de pacientes até o final da década.
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A Novo também está acelerando a expansão de seu portfólio de comprimidos e pretende ter pelo menos cinco medicamentos orais em ensaios clínicos antes do final deste ano.
Doustdar afirmou que o comprimido oral Wegovy, da Novo, atingiu o recorde de 7 milhões de prescrições nos EUA até o momento, observando que 90% dessas vendas são realizadas por meio de pagamentos diretos em dinheiro.