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A apresentadora Xuxa Meneghel entrou na Justiça do Rio de Janeiro em busca de indenização após ter sido vítima de uso de “deepfake” em uma propaganda na internet. A informação é do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Segundo a ação contra a empresa Bagy Soluções de Comércio Digital, a imagem de Xuxa foi utilizada sem autorização para ludibriar os usuários e aparentar que havia vínculo dela com uma campanha promocional, que promovia uso de inteligência artificial para vendas.
O valor pedido de indenização, segundo a publicação, é de R$ 100 mil.
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Deepfakes avançam rápido
O avanço das ferramentas de inteligência artificial tem tornado cada vez mais difícil distinguir conteúdos reais de vídeos e imagens manipulados digitalmente. E os brasileiros aparecem entre os mais expostos a esse tipo de material.
Segundo uma pesquisa da Veriff, empresa de verificação de identidade digital, 80% dos brasileiros já tiveram contato com deepfakes nas redes sociais e no ambiente online, acima da média global, de 60%. Apesar disso, apenas 29% conseguem identificar corretamente quando um vídeo é falso, enquanto somente 35% são capazes de reconhecer conteúdos verdadeiros.
“Até dois anos atrás, as pessoas achavam que conseguiam identificar deepfakes porque os vídeos apresentavam erros mais visíveis, como dedos extras ou partes do rosto deformadas. Hoje esses sinais praticamente desapareceram”, afirmou Andrea Rozenberg, diretora de mercados emergentes da Veriff.
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A pesquisa foi baseada em um teste no qual participantes precisavam diferenciar conteúdos reais e falsos, incluindo vídeos criados por IA, imagens manipuladas e casos de troca de rostos em vídeos reais.