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A USP (Universidade de São Paulo) manteve a liderança do Ranking Universitário Folha (RUF) pelo quinto ano seguido, mas perdeu espaço em áreas estratégicas como inovação e internacionalização.
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), logo atrás, reduziu a distância histórica e alcançou desempenho quase idêntico ao da USP. A diferença entre as duas é de apenas 0,35 ponto, a menor já registrada desde o início do ranking.
O levantamento de 2025, realizado pela Folha de S. Paulo, avaliou 204 universidades públicas e privadas com base em cinco critérios: pesquisa, ensino, mercado, inovação e internacionalização.
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A USP segue à frente em pesquisa e mercado de trabalho, mas viu a Unicamp assumir a liderança em inovação e manter o topo em ensino. Com isso, as duas instituições empatam pela primeira vez no número de indicadores liderados.

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A UFABC (Universidade Federal do ABC) retomou a liderança em internacionalização, mesmo ocupando apenas a 35ª posição geral. O avanço reforça a relevância do eixo paulista no ensino superior, já que as universidades do Sudeste e do Sul continuam concentrando as melhores posições.
Na sequência do ranking, aparecem a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em terceiro, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em quarto, e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em quinto, registrando seu pior desempenho histórico.
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Fora dessas regiões, apenas a UnB (Universidade de Brasília) figura entre as dez primeiras, em oitavo lugar. No Nordeste, o destaque é a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), em 12º, e no Norte, a UFPA (Universidade Federal do Pará), que subiu para a 30ª posição.
Entre as universidades privadas, a PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) segue na liderança e subiu para o 21º lugar geral. Já a FGV-SP (Fundação Getulio Vargas de São Paulo) manteve o primeiro lugar em Direito pelo quarto ano consecutivo e continua com o maior índice de aprovação no exame da OAB.
O ranking também traz novidades: o curso de Filosofia voltou a ser avaliado, substituindo Zootecnia, que deixou de figurar entre as formações com mais ingressantes, segundo o Censo da Educação Superior 2023.