SP registra mais de 120 mil imóveis sem luz em dia de garoa e ventos de até 50 km/h

De acordo com os registros publicados às 19h50, cerca de 80,1 mil clientes só na capital - 1,38% de todos os imóveis atendidos pela Enel

Estadão Conteúdo

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Funcionários da Enel realizam reparos na rede elétrica da Rua Volta Redonda, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (11), após os danos causados pela ventania de quarta-feira (10). 11/12/2025 – Foto: MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Funcionários da Enel realizam reparos na rede elétrica da Rua Volta Redonda, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (11), após os danos causados pela ventania de quarta-feira (10). 11/12/2025 – Foto: MARCO AMBROSIO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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Mais de 121 mil imóveis da Região Metropolitana de São Paulo estão sem luz, conforme balanço da concessionária Enel na noite desta segunda-feira, 19. A empresa é responsável pela distribuição de energia elétrica para a capital e municípios da Grande SP.

De acordo com os registros publicados às 19h50, cerca de 80,1 mil clientes só na capital – 1,38% de todos os imóveis atendidos pela Enel. Destaque também para os 2.243 em Rio Grande da Serra (14,25 % de todos os clientes do município), os 2.118 de São Lourenço da Serra (21%); e os 6.731 (29,42 %) em Embu Guaçu.

Questionada, a concessionária informou que as chuvas e os ventos que atingiram a área de concessão da distribuidora na tarde desta segunda-feira “causaram danos à rede elétrica em algumas cidades”.

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“As mais afetadas foram: Embu-Guaçu, Ribeirão Pires, São Lourenço da Serra e Rio Grande da Serra”, informou a empresa. A Enel diz que possui equipes na para restabelecer o fornecimento de energia para os cerca de 121 mil clientes atingidos.

De acordo com a Defesa Civil, as áreas de instabilidade no Estado ficaram concentradas no litoral, incluindo a região da Baixada Santista e o litoral norte. Foram nessas regiões que o órgão registrou os maiores acumulados do dia: Peruíbe (171mm); Itanhaém (156mm); Praia Grande (108mm); São Vicente (105mm) e Bertioga 102mm.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo já informava que a previsão para a capital era de garoa e baixa probabilidade de temporais. Ao longo do dia, apesar da chuva, o órgão não colocou a cidade em estado de atenção para alagamentos.

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No entanto, o CGE destacou que os ventos poderiam ultrapassar os 30 km/h e que, somado com o solo encharcado, haveria a possibilidade de queda de árvores na cidade.

Conforme o centro, os ventos registrados na capital nesta segunda chegaram aos 50,2 km/h na região de M’boi Mirim/Barragem Guarapiranga às 15h40, e ficaram entre 40km/h e 45 km/h nas regiões de Parelheiros (zona sul) e Santana, Carandiru e Campo de Marte (zona norte).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, das 14h até as 18h desta segunda, a corporação havia recebido 31 chamadas para quedas de árvores, com destaque para a zona sul, considerada a mais atingida pelos agentes. Não houve chamado para enchentes.

Em nota, a Aena, concessionária que administra o Aeroporto de Congonhas, informou que, em razão das condições meteorológicas, uma chegada e uma partida foram canceladas nesta segunda-feira.

“Toda a infraestrutura do Aeroporto de Congonhas está disponível para pousos e decolagens, além de todos os serviços para atendimento aos passageiros”, afirmou a Aena.