Polícia desmonta esquema de falsas cobranças que operava na Faria Lima

Operação da Polícia Civil prende 12 suspeitos e aponta uso ilegal de dados para enganar vítimas, sobretudo idosos

Marina Verenicz

Sede do DEIC (Departamento Estadual de Investgações Criminais) em São Paulo.

Foto: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP
Sede do DEIC (Departamento Estadual de Investgações Criminais) em São Paulo. Foto: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP

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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (22) uma operação contra um grupo suspeito de aplicar fraudes financeiras por meio da cobrança de créditos inexistentes.

Segundo as investigações, a organização atuava a partir de um escritório localizado na avenida Faria Lima, principal polo financeiro da capital paulista.

A ação foi conduzida por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que prenderam 12 pessoas apontadas como integrantes do esquema. Segundo a polícia, a quadrilha simulava estruturas formais de cobrança e utilizava empresas para acessar e compartilhar dados pessoais das vítimas.

O golpe tinha como alvo principal pessoas idosas. Os suspeitos faziam contato inicial por mensagens e, em seguida, realizavam ligações telefônicas se passando por representantes de setores de cobrança, escritórios jurídicos e até do Judiciário.

Durante as abordagens, informavam falsamente a existência de dívidas, bloqueios de CPF, suspensão de benefícios e ordens judiciais em andamento, induzindo as vítimas a realizar pagamentos.

As investigações indicam que o acesso às informações pessoais ocorria por meio de empresas que forneciam dados como endereços, composição societária e informações contábeis e operacionais. Esse material era usado para dar aparência de legitimidade às cobranças fraudulentas.

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Além do endereço na Faria Lima, os policiais cumpriram diligências em outra base do grupo, localizada em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. No local, foram apreendidos documentos e materiais utilizados na execução dos crimes.

A operação integra a chamada Operação Título Sombrio, conduzida pela 4ª Delegacia da DCCIBER, especializada em investigações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos praticadas por meios eletrônicos.

A Polícia Civil segue apurando a extensão do esquema e a eventual participação de outras empresas ou pessoas no fornecimento de dados às organizações criminosas.