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A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma quadrilha especializada no roubo e receptação de joias que atuava em pelo menos três estados. O esquema veio à tona após um assalto em Ribeirão Preto (SP), quando criminosos invadiram uma residência, renderam uma família e levaram cerca de 300 peças de valor, incluindo oito relógios Rolex e um colar de ouro e diamantes. A apuração foi detalhada pelo programa Fantástico, da TV Globo.
Semanas depois, os próprios donos reconheceram suas joias sendo comercializadas em um programa de TV especializado. A família chegou a comprar oito itens para confirmar a suspeita e as peças foram entregues com nota fiscal e certificado de garantia.

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Na última quinta-feira (4), policiais prenderam Diego de Freitas, conhecido como “Diego Ouro” nas redes sociais, em uma casa de luxo em Ribeirão Preto. Ostentando viagens internacionais e acessórios caros, ele foi detido sem roupas e sua prisão foi considerada peça-chave para desmontar o grupo.
A investigação mostrou que Diego vendia as joias roubadas a intermediários, que então abasteciam o mercado formal por meio de canais de revenda.
Programa de TV sob suspeita
Um dos principais alvos é o programa “Mil e Uma Noites”, de Curitiba (PR), que já havia sido investigado em 2009. Segundo a Polícia Civil, novas joias roubadas foram encontradas na sede da empresa. O dono, Paulo César Calluf, afirmou que todas as peças eram consignadas de fornecedores cadastrados, mas não apresentou documentos de origem.
O fornecedor citado foi Haig Hovsepian, de Uberaba (MG), que admitiu ter vendido as joias por R$ 190 mil ao programa, depois de adquiri-las de Diego por R$ 170 mil. Ele disse ter comparecido espontaneamente à polícia ao desconfiar da procedência ilícita das peças.
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10% das joias recuperadas
Até agora, além de Diego, também foi preso Welker dos Santos Ferreira de Mattos, reconhecido pelas vítimas como um dos assaltantes. Ao jornal, a promotora Ethel Cipele destacou que o caso segue em aberto: “A quantidade de joias comercializadas é muito grande, e precisamos identificar outros receptadores.”
O delegado Diógenes Santiago Netto reforçou: “Se existe roubo, é porque existe quem compre.”
A família das vítimas conseguiu recuperar apenas 10% das peças roubadas. “Eles vieram atrás de joias. Alguém mandou”, afirmou o proprietário da casa invadida, ainda sem respostas sobre quem deu a ordem inicial para o crime.