PF apreende carros, relógios e arma em operação que mira Master; veja as imagens

Ação autorizada pelo STF mira Daniel Vorcaro e apura desvio bilionário; cunhado do banqueiro foi preso ao tentar embarcar para os Emirados Árabes

Agência O Globo

Fachada do Banco Master (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Fachada do Banco Master (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

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A Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira carros, relógios de luxo, um revólver e um montante de cerca de R$ 97 mil em dinheiro vivo. Os objetos foram apanhados durante o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master.

“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, informou a PF. Um dos alvos de busca e apreensão, pela segunda vez, é o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do STF, Dias Toffoli.

Foto: Reprodução/ Polícia Federal
Foto: Reprodução/Polícia Federal

A defesa de Vorcaro afirmou que não teve acesso aos motivos dessa segunda fase da operação e, por isso, não pode se manifestar.

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Com base nas informações levantadas, a PF obteve o bloqueio de R$ 5,7 bilhões dos alvos dessa operação. A suspeita de investigação é que esse valor foi desviado da contabilidade do Master, por meio de operações com os fundos, para o patrimônio pessoal de Vorcaro e pessoas ligadas a ele.

Foto: Reprodução/Polícia Federal

O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. A irmã do banqueiro também está entre os alvos.

Segundo a PF, a prisão de Fabiano foi realizada para impedir que ele saísse do país e deve ter duração de apenas um dia, com o objetivo de adotar outras medidas para evitar a fuga.

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Foto: Reprodução/Polícia Federal

O foco dessa nova fase é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master. A PF apura se o banco usava fundos de investimento da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas. Por causa disso, também estão na mira dessa segunda fase esses fundos e empresários envolvidos com eles, como Nelson Tanure.

Tanure havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal no final do ano passado sob acusação do uso de informações privilegiadas no mercado financeiro. Na ocasião, sua defesa até mesmo pediu que o caso fosse enviado ao STF por envolver uma corretora ligada ao Master.