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Os paulistas estão chegando mais tarde à paternidade. Dados dos Cartórios de Registro Civil, processados pela Fundação Seade, mostram que, em 2024, os homens tinham, em média, 32,1 anos no nascimento dos filhos, quase dois anos a mais do que em 2004, quando a média era de 30,2 anos.
A Fundação Seade diz que a mudança acompanha uma transformação mais ampla no perfil das famílias paulistas. No mesmo período, a idade média das mães também aumentou, passando de 26,4 para 29,2 anos, fazendo com que a diferença de idade entre pais e mães diminuísse de 3,8 para 3,0 anos ao longo das últimas duas décadas.

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Os registros civis mostram que a paternidade vem ocorrendo em fases mais maduras da vida. A distribuição da idade dos pais varia conforme a faixa etária da mãe. Em 2024, entre os nascidos vivos de mães de 20 a 39 anos, predominavam pais mais velhos que elas, representando 56,1% dos nascidos vivos de mães de 20 a 24 anos, 48,5% entre mães de 25 a 29 anos, 45,5% entre as de 30 a 34 anos e 36,4% entre as de 35 a 39 anos.
À medida que aumenta a idade materna, cresce a participação de pais mais jovens, que alcança 37,1% entre os nascidos vivos de mães de 40 a 44 anos e 48,0% entre os de mães de 45 a 49 anos.
Em contrapartida, a participação de pais mais velhos diminui para 26,3% e 22,3%, respectivamente. As idades médias paternas acompanham esse comportamento: entre os nascidos vivos de mães com até 39 anos, a idade média do pai é superior à da mãe; já entre os nascidos vivos de mães de 40 a 44 anos e de 45 a 49 anos, passa a ser inferior.
As diferenças também podem ser observadas entre os municípios paulistas. Em 2024, a idade média dos pais variava de 26 a 38 anos entre os municípios paulistas. Em geral, as menores médias concentram-se na região sudoeste do Estado, enquanto municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Central, Vale do Paraíba, além de áreas do norte e noroeste do Estado, registram idades médias paternas mais elevadas. Esse padrão é semelhante ao observado para as idades maternas.
Os dados mostram que a paternidade em São Paulo acompanha as transformações demográficas observadas nas últimas décadas. O levantamento revela um novo perfil dos pais paulistas e uma redução da diferença de idade entre homens e mulheres no momento do nascimento dos filhos.