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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a operação Tarja Preta, que revelou um esquema internacional de envio de medicamentos controlados do Brasil para os Estados Unidos.
A ação resultou em duas prisões, uma no Rio de Janeiro e outra em Orlando, na Flórida, e foi conduzida em parceria com o Ministério Público Federal, os Correios e órgãos de segurança norte-americanos, como a DEA (Drug Enforcement Administration).
Segundo a investigação, o grupo criminoso exportava substâncias de tarja preta sem exigência de receita médica, violando normas sanitárias brasileiras e americanas. Entre os remédios mais vendidos estavam zolpidem, alprazolam, clonazepam, pregabalina e ritalina, todos classificados como psicotrópicos.
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O esquema funcionava de forma organizada, com divisão de tarefas entre farmácias, intermediários e compradores no exterior. A PF também identificou movimentações financeiras incompatíveis e transferências bancárias suspeitas, que apontam para lavagem de dinheiro e financiamento da atividade criminosa.
O chefe da organização, considerado o elo entre os fornecedores brasileiros e os compradores americanos, foi preso nos Estados Unidos e deverá ser deportado após a conclusão dos trâmites legais.
No Brasil, outro integrante foi detido em flagrante em Rio das Ostras (RJ), onde agentes encontraram estoques de medicamentos prontos para envio.
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A operação cumpre seis mandados de busca e apreensão e investiga quatro pessoas físicas e duas empresas envolvidas na rede. As autoridades afirmam que parte das encomendas já havia sido interceptada por uma ação conjunta da PF, da CBP (US Customs and Border Protection) e da DEA.
Os investigados responderão por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.