ONS revê acionamento de corte emergencial na geração de energia no Dia dos Pais

Em comunicado, o ONS afirmou que o corte na geração havia sido "previamente comunicado aos agentes envolvidos", mas a medida não foi necessária após gestão no sistema para equilibrar oferta e demanda de energia

Linhas de transmissão de energia  (Foto: REUTERS/Cesar Olmedo)
Linhas de transmissão de energia (Foto: REUTERS/Cesar Olmedo)

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que decidiu não acionar o plano emergencial de suspensão na geração de energia neste Dia dos Pais. Um “sinal vermelho” chegou a ser emitido pelo órgão para que as distribuidoras de energia se preparassem para o corte neste domingo, mas a medida não foi necessária.

O plano de corte na geração (chamado de ‘curtailment’ no setor) é acionado quando há excesso de geração e pouco consumo de energia. Sobrecarregado, o sistema pode entrar em colapso e gerar um apagão.

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Primeiro, o ONS tenta reduzir a oferta de energia nas geradoras que estão diretamente ao seu alcance, por meio do sistema interligado nacional, como as grandes hidrelétricas. Quando não é suficiente, o ‘curtailment’ é acionado para que o corte seja estendido também às pequenas usinas geradoras, que não são controladas pelo operadora. Em geral, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e usinas eólicas e solares de menor porte.

O cenário deste domingo (9) decorre da forte produção de energia solar em telhados e pelo consumo baixo pelo fato de ser um fim de semana, quando há muito menos demanda da indústria e do comércio.

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Em comunicado, o ONS afirmou que o corte na geração havia sido “previamente comunicado aos agentes envolvidos”, mas a medida não foi necessária após gestão no sistema para equilibrar oferta e demanda de energia.

“Vale ressaltar que, em tempo real, o ONS permanecerá realizando a gestão dos recursos disponíveis conforme a demanda”, destacou o operador, em nota.

Datas comemorativas são um marco importante para isso porque as famílias tendem a estar reunidas em um dia com alta irradiação solar. Em dias em que a carga é reduzida e a contribuição da micro e minigeração distribuída (como é chamada a produção de energia em telhados) alcança patamares elevados, o sistema elétrico pode ser submetido a situações de demanda líquida muito baixa.

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No Dia dos Pais do ano passado, o sistema passou por um estresse na sua operação no início da tarde. Naquele momento, a geração distribuída foi responsável por 37,6% da demanda. Com a elevada a geração de energia em telhados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas e cortou 98,5% do potencial de geração de energia eólica e solar centralizadas (em usinas) estimado para aquele horário.

Restaram apenas 2 gigawatts (GW) de geração flexível — cerca de 5% do total — para ser manejada pelo ONS naquele momento. Se essa margem fosse consumida, o operador teria que violar restrições técnicas, como operar usinas abaixo do mínimo seguro ou desrespeitar limites técnicos de linhas transmissão, coisas que comprometem a segurança do sistema. Um risco para o sistema.