“Não resta dúvida” sobre participação do PCC na morte de ex-delegado, afirma Derrite

Durante coletiva de imprensa, secretário de Segurança Pública de SP divulgou os nomes e fotos de dois suspeitos foragidos

Gabriel Garcia

SP - RUY FERRAZ FONTES/ASSASSINATO/ARQUIVO - GERAL - Foto de arquivo de 14/02/2018 de Ruy Ferraz Fontes na época em que respondia pelo   cargo de diretor do  Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao   Narcotráfico (DENARC), em São Paulo. Ruy Ferraz Fontes foi assassinado na noite da   segunda-feira, 15, quando saía da sede da Prefeitura da cidade de Praia Grande, na   Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, no litoral sul de São Paulo. Fontes   ficou conhecido por sua atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).    Atualmente, ele era secretário de Administração Pública de Praia Grande e   despachou na prefeitura normalmente na segunda-feira.   16/09/2025 - Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
SP - RUY FERRAZ FONTES/ASSASSINATO/ARQUIVO - GERAL - Foto de arquivo de 14/02/2018 de Ruy Ferraz Fontes na época em que respondia pelo cargo de diretor do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), em São Paulo. Ruy Ferraz Fontes foi assassinado na noite da segunda-feira, 15, quando saía da sede da Prefeitura da cidade de Praia Grande, na Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, no litoral sul de São Paulo. Fontes ficou conhecido por sua atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, ele era secretário de Administração Pública de Praia Grande e despachou na prefeitura normalmente na segunda-feira. 16/09/2025 - Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

Publicidade

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta quinta-feira (18) que “não resta dúvida” sobre a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em uma emboscada na Praia Grande (SP), na segunda-feira (15).

“Isso é um fato. A motivação é que ainda está em aberto”, declarou o secretário em entrevista.

Leia mais: Quem é Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo assassinado na Praia Grande

Segundo Derrite, a motivação do crime ainda está sendo investigada, podendo estar relacionada tanto à atuação do ex-delegado como secretário municipal em Praia Grande quanto ao seu histórico de combate ao crime organizado.

Durante a coletiva, ele divulgou os nomes e fotos de dois suspeitos foragidos: Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos. A polícia identificou os suspeitos por meio de material genético encontrado em um dos veículos usados na ação criminosa, mas, segundo Derrite, “ainda é cedo para apontar qual o papel deles no crime”.

Leia mais: O que se sabe sobre o assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de SP

Continua depois da publicidade

Nesta quinta-feira, uma mulher de 25 anos foi presa temporariamente por suspeita de ter transportado um dos fuzis usados na execução. Dahesly Oliveira Pires teria buscado o armamento na Baixada Santista e o levado para São Paulo, onde entregou o pacote a um homem. Ela tem passagem por tráfico, segundo a polícia.

A investigação está sendo conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nos últimos dias, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e região metropolitana, e familiares dos suspeitos já prestaram depoimentos.

Leia mais: Morte de ex-delegado-geral: líder do PCC que deixou prisão é suspeito de envolvimento

Ruy Ferraz Fontes, que tinha 64 anos, foi delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e um dos pioneiros no combate ao PCC. Desde janeiro de 2023, comandava a Secretaria de Administração de Praia Grande.