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Até a noite de ontem, o Ministério Público do Rio ainda aguardava informações detalhadas sobre a megaoperação das forças de segurança do estado nos complexos do Alemão e da Penha. Em entrevista coletiva, o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, disse que o órgão espera receber em breve um balanço sobre quantos dos mais de 50 mandados de prisão pedidos foram cumpridos.
Em paralelo, o MPRJ acompanha com três peritos e um promotor de Justiça a autópsia de todos os 121 mortos na megaoperação de anteontem.
— Nossa perícia, paralela à da Polícia Civil, utiliza um scanner de última geração que permite uma radiografia perfeita dos cadáveres, e isso é muito importante para uma investigação criminal — disse o procurador-geral.
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De acordo com Moreira, o MP finaliza os trâmites para solicitação de todas as imagens de câmeras corporais usadas pelos agentes envolvidos na operação.
Ao lado de Fabio Corrêa, coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ), o procurador-geral disse ainda que o órgão supervisionou a investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), oferecendo denúncia contra os alvos apontados a partir das provas apresentadas, mas que “não participou nem do planejamento, nem da execução da operação”.
Sobre a dimensão tomada pela ação policial, Moreira disse que era algo esperado diante do desafio que se tornou a questão da segurança no estado.
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— Já não se trata apenas de um problema de segurança pública, mas de soberania, áreas em que o Estado não entra. O que aconteceu foi algo que eu diria ser imaginável, porque a expansão do poderio bélico desses grupos criminosos é algo assustador — afirmou Moreira.