MC Poze do Rodo é solto pela Justiça após prisão por apologia ao crime e tráfico

Cantor havia sido preso no último 29 em sua casa no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio

Gabriel Garcia IA InfoMoney

MC Poze (Foto: Reprodução/Instagram/@pozevidalouca)
MC Poze (Foto: Reprodução/Instagram/@pozevidalouca)

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A Justiça do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus nesta segunda-feira (2) ao cantor Marlon Brendon Coelho Couto, conhecido como MC Poze do Rodo, que havia sido preso no último dia 29.

A decisão do desembargador Peterson Barroso, da Primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, determinou a soltura do artista, que deverá cumprir medidas cautelares.

Poze estava detido após ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do RJ, que o investigava por apologia ao crime e suposto envolvimento com o tráfico de drogas.

A prisão ocorreu na residência do cantor, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.

A investigação teve início após a viralização de vídeos de um baile funk na Cidade de Deus, onde Poze se apresentava e criminosos exibiam armas de fogo abertamente durante o show. O evento aconteceu dias antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma operação na comunidade.

Não foi a primeira vez que o MC esteve em eventos com a presença de traficantes armados. Em 2020, ele já havia sido visto em um baile similar no Jacaré, também na Zona Oeste do Rio.

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Ao ser preso, Poze declarou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ter ligação com a facção Comando Vermelho, informação que consta em seu prontuário e que influenciou sua transferência para a Penitenciária Serrano Neves, conhecida como Bangu 3, onde estão detidos membros da facção.

A declaração de filiação ao Comando Vermelho não configura confissão de culpa, mas é um procedimento adotado para evitar conflitos dentro do sistema prisional, que é dividido entre facções rivais.