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A Polícia Civil localizou na noite de segunda-feira (5) a embalagem com material radioativo que havia desaparecido após o roubo de uma van em Guarulhos, na Grande São Paulo.
O volume foi encontrado em um terreno baldio no bairro São Rafael, na Zona Leste da capital. Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), o fabricante americano reconheceu o recipiente como o mesmo utilizado no transporte de Actínio-225.
A substância ainda será submetida a uma avaliação técnica para confirmar suas condições e verificar se houve qualquer alteração durante o período em que ficou desaparecida.
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Embalagem aparentava estar intacta
Segundo policiais do 55º Distrito Policial, o recipiente não apresentava sinais aparentes de violação quando foi localizado.
A ANSN orientou que o material fosse retirado do terreno, manipulado com luvas apenas para a produção de imagens mais detalhadas e mantido em local seguro até a inspeção técnica. O volume permaneceu sob custódia da polícia.
A localização ocorreu depois de agentes receberem informações sobre o possível paradeiro da carga.
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Van havia sido encontrada sem a carga
O material desapareceu na quinta-feira (1º), depois que a van responsável pelo transporte foi roubada em Guarulhos.
O veículo foi encontrado dois dias depois, no sábado (3), abandonado em Ferraz de Vasconcelos. A van estava desmontada e sem a caixa usada para acondicionar o material radioativo.
As buscas pela carga continuaram até a localização do recipiente na segunda-feira.
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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil continua procurando os responsáveis pelo roubo.
Actínio-225 seria usado no tratamento de câncer
O Actínio-225 transportado na van seria destinado ao Hospital A.C.Camargo, em São Paulo, para o tratamento de um paciente com câncer. O radioisótopo é utilizado em terapias direcionadas contra determinados tipos de tumores.
Segundo a ANSN, a quantidade transportada e a forma de acondicionamento representam baixo risco para pessoas que estejam próximas. A autoridade ressalta, porém, que embalagens desse tipo não devem ser abertas nem manipuladas por pessoas sem treinamento.
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A análise técnica deverá confirmar se o material permaneceu preservado durante o período em que ficou fora de controle das autoridades.
