Hospitais do Rio de Janeiro decidem se descredenciar da Unimed Ferj

Decisão foi tomada nesta terça-feira em assembleia da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, que tem como associados 107 hospitais e clínicas

Agência O Globo

Foto: Divulgação/Unimed Ferj
Foto: Divulgação/Unimed Ferj

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Hospitais e clínicas do Rio de Janeiro decidiram, nesta terça-feira (dia 6) se descredenciar da rede da Unimed Ferj. A medida, com a suspensão do atendimento, deve ocorrer em 30 dias. No entanto, depende que o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as secretarias municipal e estadual de Saúde sejam notificados.

A decisão foi tomada em assembleia da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), que tem como associados 107 hospitais e clínicas. Nem todas as unidades fazem parte da rede credenciada da operadora, mas a decisão vale para todos os estabelecimentos.

A previsão de interrupção do atendimento pelos hospitais é mais um capítulo numa sucessão de conflitos entre a Unimed Ferj e sua credenciada no último ano, em meio a crise financeira da cooperativa. Segundo os cálculos da Aherj, a Unimed Ferj acumula dívidas que passam de R$ 2 bilhões com hospitais do Rio, valor que é negado pela operadora.

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Em fevereiro de 2025, a Rede D’Or deixou de aceitar pacientes da operadora. Em setembro, o pronto-socorro dos hospitais Pró-Cardíaco (Botafogo), Vitória (Barra), São Lucas (Copacabana) e Santa Lúcia (Botafogo), todos da Rede Américas, também suspenderam a cobertura para beneficiários da chamada rede especial (planos Delta, Plus, Safira e Unipart Especial).

Depois, 13 hospitais da Rede Casa e do Grupo Prontobaby suspenderam o atendimento a beneficiários da operadora.

No início de dezembro, a Unimed do Brasil, que assumiu a carteira de usuários da Ferj, informou que firmou acordo com seis redes hospitalares e de laboratórios para “normalizar e expandir o atendimento” aos usuários. A lista inclui unidades como as das redes ProntoBaby, Américas (dos hospitais Pró-Cardíaco, Vitória e São Lucas) e Oncoclínicas, que suspenderam atendimentos por falta de pagamentos.