Golpe do falso executivo: polícia do RS faz operação após fraude de quase R$ 200 mil

Ação cumpriu 87 medidas em MT e no RN; esquema usava mensagens com foto de executivos para enganar empresas

Equipe InfoMoney

Divulgação/Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul
Divulgação/Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta segunda-feira (9) a Operação Interface para desarticular um esquema interestadual especializado no golpe do “falso executivo”, fraude em que criminosos se passam por dirigentes de empresas para induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias.

A ação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.

Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares nos dois estados, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão. Segundo a polícia, 16 pessoas foram presas até o momento.

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Também houve bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados, além da apreensão de carros, motos, celulares, chips e R$ 15 mil em espécie.

A investigação teve como ponto de partida um golpe aplicado contra uma empresa do setor industrial, que teve prejuízo de R$ 193.601,89.

De acordo com a polícia, uma assistente financeira recebeu mensagens de um número que exibia a foto do presidente da companhia e, acreditando tratar-se de uma solicitação legítima, realizou transferências para contas indicadas pelos criminosos.

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A fraude só foi descoberta dois dias depois, quando ela desconfiou dos valores e checou o número usado no contato.

As apurações indicam que o esquema era operado a partir de Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá, e contava com uma estrutura organizada.

Segundo os investigadores, o grupo incluía os chamados “conteiros”, que cedem contas bancárias para receber recursos de origem ilícita, e os “tripeiros”, responsáveis por recrutar esses titulares em troca de comissões.

O dinheiro era pulverizado rapidamente entre dezenas de contas em diferentes estados para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.

A orientação da Polícia Civil é que empresas adotem protocolos rígidos de confirmação para transferências, especialmente em casos de urgência, mudança de conta ou valores elevados, com checagem por mais de um canal de comunicação.