Funcionários da CPTM entram em greve; veja linhas afetadas nesta terça-feira, 4

Por volta das 5 horas, apenas a linha 11-Coral estava com funcionamento parcial, entre as estações Guaianases e Palmeiras-Barra Funda

Estadão Conteúdo

Trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Publicidade

Funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, atualmente operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), entraram em greve à 0h desta terça-feira, 4, por tempo indeterminado. Por volta das 6h45, as linhas 11-Coral e 12-Safira estavam com operação parcial e a linha 13-Jade permanecia paralisada.

Por volta das 5 horas, apenas a linha 11-Coral estava com funcionamento parcial, entre as estações Guaianases e Palmeiras-Barra Funda. As linhas 12-Safira e 13-Jade amanheceram paralisadas, com percurso sendo feito por ônibus estacionados em frente às estações.

Por volta das 5h38, nova atualização no site da CPTM indicava funcionamento parcial também da linha 12, com operação entre Engenheiro Goulart e Brás.

A reportagem do Estadão constatou, no entanto, que os trens da 12-Safira ainda estavam parados na plataforma do Brás com as portas fechadas ao público. Os primeiros trens saíram por volta das 6 horas.

A Estação Brás, que conecta as linhas 3-Vermelha, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, está aberta. Ela amanheceu fechada e com grades bloqueando o acesso à linha 12-Safira.

Situação das linhas, segundo a CPTM:

Funcionamento de outras linhas

Segundo o Metrô, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô e a linha 15-Prata do monotrilho amanheceram com Operação Especial para minimizar os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11, 12 e 13. Já as linhas 4-Amarela, 5-Lilás iniciaram o funcionamento com operação normal.

Por volta das 6 horas, já era grande a movimentação de passageiros na estação Corinthians-Itaquera, com filas nas catracas para o acesso ao Metrô.

Continua depois da publicidade

Suspensão do rodízio

Por causa da greve, a Prefeitura de São Paulo anunciou que o rodízio municipal de veículos está suspenso nesta terça-feira.

Nesta terça, não poderiam circular no centro expandido da cidade os carros e caminhões com placas final 3 ou 4, nos horários entre 7h e 10h e entre 17h e 20h. Com a suspensão, os carros poderão circular em toda a cidade em quaisquer horários do dia.

Continua depois da publicidade

Decisão da greve

A CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

De acordo com o governo do Estado, as Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa permanecem em operação regular ao longo desta terça-feira, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, foi acionado o plano de contingência com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros.

Continua depois da publicidade

Na segunda-feira, 3, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil chegaram a ser chamados para uma reunião com membros do governo de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes. As conversas, no entanto, não foram suficientes para demover os trabalhadores de paralisar as atividades.

Em nota, a CPTM e o governo afirmaram lamentar a decisão do sindicato. “Na reunião realizada nesta segunda-feira, entre representantes do governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais”, diz trecho do comunicado.

Os funcionários reivindicam a reestatização das três linhas, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de que os trabalhadores não serão demitidos após os ramais passarem a ser de responsabilidade da concessionária TriviaTrens.

Continua depois da publicidade

“A nossa principal reivindicação é a garantia da manutenção dos empregos das linhas 11, 12 e 13”, afirmou à reportagem Luiz Barbosa Neto Junior, uma das lideranças sindicais e que esteve também no Palácio dos Bandeirantes nesta segunda-feira.