Estudantes da USP aprovam fim da greve

O próximo passo são as assembleias individuais dos cursos que votarão pelo encerramento ou não da paralisação em suas respectivas unidades

Estadão Conteúdo

Estudantes participam da greve na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, nesta sexta-feira, 08 (FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO)
Estudantes participam da greve na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, nesta sexta-feira, 08 (FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO)

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Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram durante assembleia nesta segunda-feira, 8, a recomendação para o encerramento da greve que começou no dia 14 de abril.

O próximo passo são as assembleias individuais dos cursos que votarão pelo encerramento ou não da paralisação em suas respectivas unidades. Nos últimos dias, alunos de faculdades como Direito, Escola Politécnica e Medicina já tinham encerrado a greve, enfraquecendo o movimento. Levantamento da Reitoria da USP apontava que 19 unidades estavam com alguma paralisação, enquanto outras 24 já tinham retomado as atividades.

A greve busca melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), nas condições dos restaurantes universitários e das moradias do Conjunto Residencial da USP. A paralisação, que também critica a política orçamentária da universidade, contou com a adesão de professores.

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Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril. Liderado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), o movimento acompanhou a mobilização de servidores, que também cruzaram os braços no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.

Os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação; já os estudantes decidiram manter a greve.

A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe), que atualmente oferece benefícios que vão de R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral.

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A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340. A proposta, no entanto, foi considerada insuficiente pelos estudantes, que defenderam um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Além disso, os estudantes criticavam questões estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário, conhecido como “Bandejão”, a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirmou em entrevista ao Estadão que nunca se recusou a negociar e que o movimento de alunos teve como objetivo atingir o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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