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A empresa de concessões de infraestrutura de transporte EPR venceu nesta quinta-feira leilão de concessão da rodovia Régis Bittencourt, a BR-116/SP/PR, que liga São Paulo a Curitiba, com oferta de deságio sobre tarifa básica de pedágio definida no edital de 22,53%.
A oferta superou a proposta apresentada pela maior empresa do setor, a Motiva, que fez lance de deságio de 12,10%. A EPR também superou proposta de desconto de 0,01% da Arteris, atual administradora da rodovia, terceiro maior corredor logístico do país.
A tarifa básica de pedágio estava definida em R$0,05912 por quilômetro em pista dupla.
A Arteris ainda teria cerca de sete anos de gestão do trecho de 383,25 quilômetros entre Curitiba e São Paulo. O governo federal tem promovido o que chama de leilões de otimização de contratos de concessão de rodovias de modo a conseguir mais investimentos para o setor.
Com a vitória, a EPR, dos grupos Equipav e Perfin, terá pela frente obrigação de investimentos de R$7,2 bilhões em melhorias para a rodovia, que incluem 69 quilômetros de faixas adicionais e 33 quilômetros de vias marginais. O prazo do contrato vai até 2041.
Além disso, com a Regis, a EPR obteve um corredor rodoviário que liga a cidade de São Paulo com o Porto de Paranaguá. Isso porque a empresa venceu o lote 2 de rodovias do Paraná em 2023.
A EPR também obteve nos últimos anos contratos do lote 6 de rodovias do Paraná, em 2024, indo de Foz do Iguaçu até Guarapuava (PR), o lote 4 do mesmo estado, em 2025, e também o trecho que liga Belo Horizonte a Juiz de Fora (MG) da BR-040, obtido em 2024.
Todos esses contratos somam obrigações de investimento em melhorias de cerca de R$47 bilhões nas próximas décadas, segundo dados do governo federal.
