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Em seu depoimento à Polícia Federal, em dezembro de 2025, o diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino, disse que houve falha na governança do BRB por não identificar a fraude dos créditos do Master repassados ao Banco Estadual de Brasília.
— Como auditor de carreira, aplicando técnicas, eu tenho certeza de que a governança do BRB deveria ter identificado (as fraudes). Não tenho dúvidas disso. É possível a identificação da existência ou não dos créditos. (É uma) falha na governança do BRB, tanto que o time da supervisão inquiriu muito o BRB em vários ofícios de auditoria acerca da aquisição dos créditos — afirmou ao ser questionado pela PF sobre o tema.

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O depoimento foi determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em cerca de uma hora de fala, Aquino explicou que a transferência de um grande volume de créditos do Master ao BRB levantou um alerta na autoridade monetária, já que, à época, o banco de Vorcaro passava por uma crise de liquidez.
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— Ele (o banco Master) não tinha mais ativos líquidos para fazer face a suas obrigações. A pergunta central é como alguém que não tem liquidez poderia gerar tanto crédito para ceder ao BRB? É uma pergunta de lógica. Isso levanta um alerta — afirmou.
Aquino afirmou que àquela altura “a crise de liquidez do Master era muito clara”.
— Ele já tinha ingressado, como a gente gosta de dizer, no compulsório, e tem um processo administrativo em curso pela não cobertura do compulsório — disse o diretor do BC. A grosso modo, compulsórios são os recursos que bancos são obrigados a deixar no Banco Central.
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