Novo golpe: criminosos fingem ser da Polícia Federal e investigam vítimas; conheça

A quadrilha pode enviar até mesmo documentos com brasões oficiais e alertas de confidencialidade

Camila Lutfi

Publicidade

Um novo golpe financeiro vem causando prejuízos a alguns brasileiros. Criminosos alegam ser da Polícia Federal investigando a vítima por lavagem de dinheiro ou tráfico de drogas e se aproveitam disso para ganhar dinheiro.

O primeiro contato é por meio de uma ligação telefônica, informando dados pessoais da vítima como nome e endereço. Em seguida, podem chegar a enviar documentos com alertas de confidencialidade.

A quadrilha, então, pede transferências em altas quantias para contas de vigilância do Banco Central, nomeada assim pelos fraudadores, alertando que devolverão o valor após uma análise — e isso de fato acontece.

Continua depois da publicidade

Em seguida, caso a vítima envie quantias maiores a pedido dos criminosos, eles eventualmente não retornam os valores e cortam o contato.

Uma vítima não identificada, em entrevista ao Jornal Nacional, afirmou que recebeu mensagens dos criminosos por uma semana e também entrou em ligação de vídeo durante cinco horas por acreditar ser um depoimento formal à PF sobre a investigação.

Ela ainda transferiu inicialmente cerca de R$ 10 mil, quando o dinheiro voltou para sua conta bancária. Quando a quadrilha pediu valores que somavam R$ 580 mil, cortaram o contato.

Polícia Federal liga para informar sobre investigações?

Não. A situação retratada é um golpe e não corresponde às competências da Polícia Federal.

A PF pode realizar intimações por telefone, indicando a necessidade de comparecer a uma delegacia e passando algumas informações pessoais para identificação. No entanto, nunca cobrará valores em dinheiro por telefone ou mensagem.

Quem receber qualquer ligação ou mensagem de texto da PF pode confirmar a informação ao ligar para os números oficiais da polícia ou ir pessoalmente até a delegacia.