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O corpo da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair de um penhasco durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, passou por uma nova necrópsia na manhã desta quarta-feira (2.jul.2025), no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. O procedimento foi autorizado pela Justiça Federal e realizado com a presença de um perito da Polícia Federal e da irmã da vítima.
Juliana foi resgatada sem vida no dia 25 de junho, cinco dias após o acidente ocorrido durante uma trilha no vulcão localizado na ilha de Lombok. O corpo chegou ao Brasil na noite desta terça-feira (1º), transportado em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) após desembarque em São Paulo.
Família questiona conduta e perícia
Apesar de o corpo já ter sido submetido a uma necrópsia na Indonésia, os familiares solicitaram uma nova perícia no Brasil, sob alegação de possíveis falhas na apuração local e incerteza sobre a real causa e momento da morte. O objetivo é esclarecer detalhes que possam ter passado despercebidos pelas autoridades indonésias, como eventuais traumas adicionais, intervalo de sobrevivência e possível negligência no socorro.
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Juliana foi vista com vida pela última vez no dia 21 de junho, por meio de imagens de drone feitas por turistas espanhóis. Ela estava sentada e se movimentando, cerca de 200 metros da trilha principal, em uma área de difícil acesso, com pedras soltas e pouca vegetação. Somente no dia 24 as equipes de resgate localizaram seu corpo, já sem vida, em um ponto ainda mais distante da trilha original.
Segunda queda
A nova perícia visa esclarecer se Juliana sofreu mais de uma queda. Vídeos registrados por drones em diferentes momentos indicam que a brasileira pode ter se deslocado da área íngreme onde foi vista inicialmente para um ponto mais abaixo, o que levanta suspeitas sobre uma segunda queda entre os dias 21 e 24.
O laudo indonésio indicava múltiplas fraturas e hemorragia interna severa, compatíveis com trauma por queda. Um dos legistas envolvidos sugeriu que ela poderia ter sobrevivido por até quatro dias após o acidente inicial, o que torna a atuação das equipes de resgate um ponto central da investigação.
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Possível negligência
A polícia da ilha de Lombok afirmou na segunda-feira (30) que já ouviu o organizador da trilha, o guia que acompanhava Juliana, além de integrantes da equipe de resgate e policiais florestais. Também foi realizada uma vistoria técnica no local do acidente com apoio da embaixada brasileira.
A família de Juliana acusa as autoridades locais de negligência. Segundo os relatos, a jovem foi deixada para descansar sozinha pelo guia da expedição, em uma região de risco. A falha na comunicação e a demora no resgate, que enfrentou neblina e condições climáticas adversas, são agora apuradas pelas autoridades dos dois países.