COP30 reabre Zona Azul e retoma sessões nesta sexta (21) após incêndio

Organização reforça que plenárias serão retomadas na manhã de sexta, enquanto área atingida permanece isolada

Paulo Barros

Bombeiros e socorristas trabalham após um alerta de incêndio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, Brasil, 20 de novembro de 2025. REUTERS/Anderson Coelho
Bombeiros e socorristas trabalham após um alerta de incêndio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, Brasil, 20 de novembro de 2025. REUTERS/Anderson Coelho

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A Zona Azul da COP30 voltou a funcionar às 20h40 de quinta-feira (20), após inspeção do Corpo de Bombeiros que considerou o local seguro. A área central das negociações em Belém (PA) havia sido evacuada e fechada por cerca de seis horas por causa do incêndio que atingiu o Pavilhão dos Países durante a tarde.

Segundo comunicado da organização, as autoridades brasileiras restabeleceram as condições de operação, obtiveram novo alvará de funcionamento e devolveram o espaço à Convenção do Clima da ONU. A área diretamente afetada seguirá isolada até o fim da conferência, mas as sessões desta sexta voltam a ser abertas às delegações e transmitidas online.

A organização agradeceu a “cooperação, paciência e compreensão” dos participantes e afirmou confiar que os negociadores retornarão às discussões com “espírito de solidariedade e determinação”.

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O incêndio começou pouco depois das 14h no Pavilhão dos Países, local dedicado às exposições e atividades paralelas de delegações e organizações internacionais. O fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos. A segurança ordenou a evacuação de toda a Zona Azul.

Ao todo, 21 pessoas receberam atendimento médico, principalmente por inalação de fumaça. Dois casos envolveram crise de ansiedade. A organização afirma seguir acompanhando o estado de saúde dos atendidos, em coordenação com os serviços locais.

O governador do Pará, Helder Barbalho, disse à GloboNews que as equipes trabalham inicialmente com duas hipóteses para o incidente: falha em um gerador ou curto-circuito em um stand.

A reabertura ocorre uma semana após a ONU cobrar soluções rápidas para falhas estruturais e de segurança na COP30. Em carta enviada ao governo brasileiro, o secretário-executivo Simon Stiell citou “brechas graves” no controle do evento após uma tentativa de invasão que deixou feridos. O documento também listou problemas como calor excessivo, falhas de climatização, infiltrações e riscos relacionados à proximidade de água com instalações elétricas.

O Pavilhão dos Países, onde o incêndio ocorreu, funciona como vitrine para projetos, debates e painéis de governos e organizações internacionais, separado das salas onde ocorrem as negociações formais entre os representantes dos países.

Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos