Com previsão de temperaturas mais altas em SP, defesa Civil alerta para incêndios

Segundo o comunicado, temperaturas podem ficar até 5°C acima da média; combinação da onda de calor, baixa umidade e vegetação ressecada pode favorecer a ocorrência de focos de incêndios

Queimada no estado de São Paulo (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Queimada no estado de São Paulo (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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As previsões de temperatura mais alta no Estados de São Paulo a partir desta quinta-feira (13) fizeram a Defesa Civil alertar para a ocorrência de incêndios, especialmente no interior. Segundo o comunicado, a combinação da onda de calor, baixa umidade e vegetação ressecada também pode favorecer a ocorrência de focos de incêndios.

De acordo com as projeções, até a próxima quarta-feira (19), haverá a atuação de uma massa de ar quente e seco sobre grande parte do Estado, com mais intensidade no interior paulista, onde as temperaturas poderão ficar até 7°C acima da média.

As temperaturas máximas poderão ficar:

“A persistência das altas temperaturas e da baixa umidade também aumenta o risco de incêndios em vegetação. A Defesa Civil orienta a população a não realizar queimadas nem utilizar fogo para limpeza de terrenos, não descartar bitucas de cigarro às margens de rodovias ou em áreas de vegetação seca e redobrar a atenção em áreas rurais”, diz a nota.

A recomendação é que, ao identificar fumaça ou um princípio de incêndio, a pessoa deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo número 193, ou a Defesa Civil, pelo 199. Também é recomendado acompanhe os alertas e as dicas de prevenção no perfil oficial da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Saúde

O calor e o tempo seco também vão exigir atenção à saúde, alerta a Defesa Civil. O motivo é que a rápida elevação das temperaturas após dias mais amenos tende a aumentar a sensibilidade das mucosas, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

“Quando a temperatura sobe de forma rápida, associada à baixa umidade do ar, as mucosas ficam mais sensíveis. Isso, somado à circulação de vírus respiratórios característica do inverno, aumenta o risco de infecções respiratórias, especialmente entre crianças, idosos, pessoas com doenças pulmonares ou alérgicas”, explica em nota a Tenente Carolina, médica pneumologista do Departamento de Atendimento Médico da Casa Militar.

Mesmo quem não faz parte dos grupos mais vulneráveis pode sentir os efeitos do tempo seco. Por isso, a recomendação é manter a hidratação, umidificar os ambientes sempre que possível, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e manter boa ventilação.