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O programa Bolsa Família encerrou 2025 com uma fila de espera de mais de 500 mil famílias, apesar da redução no número total de beneficiários ao longo do ano. Em dezembro, havia 503,5 mil famílias aguardando inclusão, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, conforme o UOL.
No último mês do ano passado, o total de famílias pré-habilitadas somava cerca de 1,1 milhão, mas apenas 602 mil foram efetivamente incluídas no programa. O resultado foi a transferência de parte da demanda para 2026, em um cenário de restrição orçamentária, destaca a reportagem.
A fila apresentou forte oscilação ao longo do segundo semestre. Depois de níveis mais baixos no início do ano, o número de famílias à espera voltou a crescer a partir de julho, alcançando o pico em novembro, com quase 1 milhão de cadastros pendentes. Em dezembro, houve recuo, mas o patamar ainda permaneceu elevado.
Bolsa Família: Desembolsos
No último pagamento de 2025, o governo federal desembolsou R$ 12,7 bilhões para atender 18,7 milhões de famílias, o que representa um benefício médio de R$ 691,37.
O ministério informou que os pagamentos seguiram dentro da previsão orçamentária do ano, mas não esclareceu se todas as famílias da fila serão incluídas já no primeiro repasse de 2026, previsto para começar no dia 19.
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Em nota, a pasta afirmou que a entrada e a saída de famílias do Bolsa Família ocorrem mensalmente, durante o processo de geração da folha de pagamentos, respeitando os limites definidos no orçamento do programa. O acompanhamento desses fluxos, segundo o ministério, busca garantir regularidade e ampliação da cobertura “dentro das condições fiscais e da legislação”, conforme UOL.
O governo também destacou que não existe um prazo fixo para a inclusão após a pré-habilitação no Cadastro Único. Em muitos casos, o ingresso ocorre no mês seguinte, mas o tempo pode variar conforme o volume de análises e a disponibilidade de recursos.

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Orçamento
Para 2026, o orçamento aprovado para o Bolsa Família é de R$ 159,5 bilhões, praticamente estável em relação a 2025 e abaixo do valor executado em 2024. Na prática, isso representa um orçamento mensal médio de cerca de R$ 13,3 bilhões, segundo o site.
Ao longo de 2025, o programa reduziu em 2,1 milhões o número de beneficiários, encerrando o ano com o menor contingente desde 2021, quando ainda operava sob o nome Auxílio Brasil, conforme reportagem do UOL.
Dados históricos mostram que o número de famílias atendidas vem recuando desde 2022. Em dezembro daquele ano, o programa atendia mais de 21,6 milhões de beneficiários. Em dezembro de 2025, esse total caiu para cerca de 18,7 milhões.
Segundo o ministério, entre os principais motivos para o desligamento estão o aumento da renda familiar acima do limite permitido, falta de atualização cadastral, descumprimento das condicionalidades e inconsistências nas informações declaradas.
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O governo também afirma que o aumento da renda, impulsionado pela formalização no mercado de trabalho, abertura de pequenos negócios ou melhora nas condições financeiras do domicílio, levou mais de 1,3 milhão de famílias a deixarem o programa entre janeiro e outubro de 2025.
Outras 726 mil saíram após o fim do período da chamada regra de proteção, conforme reportagem do UOL.