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SÃO PAULO, 26 Ago (Reuters) – O Banco do Brasil informou que deu início nesta quarta-feira às renegociações por meio do programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado, citando que a carteira agro da instituição possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis, representando um volume de até R$100 bilhões.
O BB aposta na medida provisória 1.376 como um dos principais componentes para uma melhora nas provisões da carteira de crédito do agronegócio nos próximos meses, após sofrer em vários trimestres com o forte aumento da inadimplência no segmento. No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do agro avançou para 6,27%, de 3,16% um ano antes e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores.

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A MP autorizou a criação de linhas especiais de crédito para composição de dívidas rurais de produtores e cooperativas que sofreram perdas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras, entre 2019 e 2025.
De acordo com o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, a medida cria uma oportunidade importante para restabelecer as condições financeiras de produtores afetados por sucessivos ciclos de perdas. ‘A MP contribuirá para acelerar a regularização das operações estressadas, além de contribuir para a retomada dos índices de pontualidade do setor’, afirmou em comunicado nesta quarta-feira.
A renegociação das dívidas acontece em momento em que os produtores de grãos, que concentram a maior parte do estresse financeiro, iniciam o plantio da safra 2026/27 de soja e milho.
No caso da soja, principal produto do agronegócio brasileiro, a expectativa de analistas é de que a área plantada em 2026/27 fique praticamente estável, diferentemente de crescimentos mais fortes nos últimos anos, com o setor lidando com margens de lucro menores, dívidas e crédito restrito e caro.