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O Brasil encerrou 2024 com a menor taxa de homicídios da última década, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Apesar da melhora nacional, o levantamento mostra um país dividido entre estados com índices próximos aos de países desenvolvidos e regiões ainda marcadas por violência elevada.
A taxa nacional ficou em 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. Ao todo, foram registrados oficialmente 42.590 assassinatos no ano passado. O resultado representa uma queda de 7,4% em relação a 2023 e o menor patamar em 11 anos.
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O estudo aponta que um dos fatores associados à redução dos homicídios é a chamada “acomodação” das disputas entre facções do narcotráfico em algumas regiões do país.
Enquanto São Paulo registrou a menor taxa do Brasil, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes, o Amapá apareceu na ponta oposta do ranking, com 45,7 mortes para cada 100 mil pessoas — mais que o dobro da média nacional.
Das 27 unidades da federação, 18 ficaram acima da média brasileira.
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Veja a taxa de homicídios em cada estado
- Acre — 20,2
- Alagoas — 35,9
- Amapá — 45,7
- Amazonas — 32,2
- Bahia — 40,9
- Ceará — 34,3
- Distrito Federal — 10,3
- Espírito Santo — 26
- Goiás — 18,4
- Maranhão — 31,1
- Mato Grosso — 29,1
- Mato Grosso do Sul — 18,3
- Minas Gerais — 12,8
- Pará — 27,4
- Paraíba — 25,7
- Paraná — 18,6
- Pernambuco — 37,3
- Piauí — 20,6
- Rio de Janeiro — 20,4
- Rio Grande do Norte — 23,5
- Rio Grande do Sul — 15,2
- Rondônia — 30,3
- Roraima — 27,8
- Santa Catarina — 8,1
- São Paulo — 6,6
- Sergipe — 23
- Tocantins — 19,8
Diferenças regionais seguem elevadas
O Atlas da Violência mostra que a distância entre os estados mais violentos e os mais seguros continua ampla.
A taxa registrada no Amapá é quase sete vezes maior do que a de São Paulo. Além disso, estados das regiões Norte e Nordeste seguem concentrando os maiores indicadores de violência letal do país.
O levantamento também reforça que, mesmo com a queda nacional, os resultados permanecem desiguais entre as unidades da federação.
Juventude é principal alvo da violência
Os jovens continuam no centro dos casos de violência. Em 2024, 19.801 pessoas entre 15 e 29 anos foram assassinados, o que significa uma taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Desde 2014, 301.825 jovens já foram assassinados, cerca de 75 por dia.
O Ipea aponta que antes da letalidade essas pessoas também costumam sofrer uma série de outras violências. Um dos dados retratados no estudo é o crescimento das notificações de violência sexual, que aumentaram mais de quatro vezes em uma década.
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Em 2014, foram registrados 1.671 casos envolvendo crianças e adolescentes. Em 2024 este número saltou para 7.845. Na faixa de 5 a 14 anos, o crescimento foi de 6.594 para 29.135 notificações.