Atlas da Violência: veja os estados mais e menos violentos do Brasil em 2024

Taxa nacional de homicídios cai ao menor nível em 11 anos, mas Norte e Nordeste seguem concentrando os índices mais altos do país

Sara Baptista Marina Verenicz

Violência (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Violência (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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O Brasil encerrou 2024 com a menor taxa de homicídios da última década, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Apesar da melhora nacional, o levantamento mostra um país dividido entre estados com índices próximos aos de países desenvolvidos e regiões ainda marcadas por violência elevada.

A taxa nacional ficou em 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. Ao todo, foram registrados oficialmente 42.590 assassinatos no ano passado. O resultado representa uma queda de 7,4% em relação a 2023 e o menor patamar em 11 anos.

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O estudo aponta que um dos fatores associados à redução dos homicídios é a chamada “acomodação” das disputas entre facções do narcotráfico em algumas regiões do país.

Enquanto São Paulo registrou a menor taxa do Brasil, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes, o Amapá apareceu na ponta oposta do ranking, com 45,7 mortes para cada 100 mil pessoas — mais que o dobro da média nacional.

Das 27 unidades da federação, 18 ficaram acima da média brasileira.

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Veja a taxa de homicídios em cada estado

Diferenças regionais seguem elevadas

O Atlas da Violência mostra que a distância entre os estados mais violentos e os mais seguros continua ampla.

A taxa registrada no Amapá é quase sete vezes maior do que a de São Paulo. Além disso, estados das regiões Norte e Nordeste seguem concentrando os maiores indicadores de violência letal do país.

O levantamento também reforça que, mesmo com a queda nacional, os resultados permanecem desiguais entre as unidades da federação.

Juventude é principal alvo da violência

Os jovens continuam no centro dos casos de violência. Em 2024, 19.801 pessoas entre 15 e 29 anos foram assassinados, o que significa uma taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Desde 2014, 301.825 jovens já foram assassinados, cerca de 75 por dia.

O Ipea aponta que antes da letalidade essas pessoas também costumam sofrer uma série de outras violências. Um dos dados retratados no estudo é o crescimento das notificações de violência sexual, que aumentaram mais de quatro vezes em uma década.

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Em 2014, foram registrados 1.671 casos envolvendo crianças e adolescentes. Em 2024 este número saltou para 7.845. Na faixa de 5 a 14 anos, o crescimento foi de 6.594 para 29.135 notificações.