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As chuvas intensas que atingiram Santa Catarina desde sábado (22) provocaram alagamentos, danos e interrupções de serviços em ao menos 33 cidades, com quatro municípios decretando situação de emergência. Luiz Alves, no Vale do Itajaí, registrou o maior acumulado do estado em 24 horas: 180,2 milímetros entre a noite de domingo (23) e o início da noite de segunda (24), segundo a Defesa Civil.
Imagens aéreas mostram casas, prédios e ruas submersas em Luiz Alves após a precipitação concentrada. De acordo com o órgão estadual, em apenas três horas choveu no município o equivalente ao previsto para uma semana. A prefeitura suspendeu as aulas da tarde e da noite, fechou o posto de saúde do bairro Canoas e abriu um abrigo preventivo.
Desde o início do episódio, a Defesa Civil contabilizou 406 casas afetadas e 148 moradores que deixaram suas residências para se abrigar com parentes ou amigos. No Oeste, o Corpo de Bombeiros registrou um ferido após três pessoas serem arrastadas pela correnteza no Rio Lageado, em São Lourenço do Oeste. O ferido dispensou atendimento médico.
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O mau tempo também afetou operações portuárias. A Marinha fechou o canal de acesso ao Porto de Itajaí às 8h30 de segunda, reabrindo a passagem às 16h20 após avaliação das condições de navegação. Joinville registrou diversos pontos de alagamento pela manhã, com interdições em vias de ao menos quatro bairros e oito pessoas desabrigadas até o início da tarde.
Além de Luiz Alves, outros municípios tiveram chuva acima de 100 milímetros em 24 horas. Balneário Barra do Sul acumulou 159,8 mm, enquanto Araquari registrou 149,8 mm. A média histórica de novembro na região é de 170 mm, segundo a Epagri/Ciram.
Ibirama, Petrolândia e Lontras, no Vale do Itajaí; Seara, no Oeste; e Massaranduba, no Norte, decretaram situação de emergência. Outras cidades avaliam adotar a mesma medida, entre elas Rio das Antas, Cunha Porã e Fraiburgo (Oeste), Vitor Meireles (Vale do Itajaí) e Balneário Barra do Sul (Norte).
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O temporal também avançou sobre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Em Guarapuava (PR), pedras de granizo do tamanho de ovos de galinha causaram danos em casas no domingo (23). Em Erechim (RS), mais de 150 pessoas ficaram feridas e mais de 25 mil moradores foram afetados, levando o município a decretar emergência.
Segundo o Simepar, as tempestades no Paraná foram influenciadas por uma frente fria no oceano, que favoreceu a formação de um cavado meteorológico, área de baixa pressão que intensifica a formação de nuvens de tempestade. Embora a frente fria não tenha avançado sobre o estado, alterou as condições de tempo na região.