Argentino é preso em Copacabana por injúria racial contra jovem

Ofensas foram feitas em fila de supermercado na Rua Siqueira Campos

Agência O Globo

Publicidade

Um argentino de 67 anos foi preso em flagrante em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na última segunda-feira, por injúria racial contra uma jovem de 23. Um outro argentino presenciou a cena e acionou uma dupla de guardas municipais que deteve o autor das ofensas e o levaram para a 12ª DP (Copacabana).

O episódio aconteceu num supermercado, na Rua Siqueira Campos. De acordo com a vítima, ela estava à frente do suspeito em uma fila, aguardando a liberação do caixa, quando o homem começou a reclamar da demora. Houve um desentendimento entre os dois e, durante a discussão, o idoso fez xingamentos de cunho racista contra a jovem.

Na 12ª DP, o argentino contou que mora no Brasil há cerca de dois anos. A ocorrência foi registrada e o estrangeiro ficou detido, segundo a Guarda Municipal.

Advogada imitou macaco

Em 14 de janeiro deste ano, a advogada argentina Agostina Páez foi flagrada em vídeo imitando gestos de macaco para funcionários de um bar em Ipanema, também Zona Sul carioca. Ela chegou a ficar cerca de três meses no Brasil, sob medidas cautelares, antes de pagar fiança de R$ 97 mil e retornar a seu país, onde ainda deverá responder judicialmente pelo caso. O episódio foi repercutido no Brasil e na Argentina.

Poucas horas depois de a jovem chegar em seu país, seu pai, o empresário Mariano Páez, foi flagrado em vídeo reproduzindo os mesmos gestos racistas que desencadearam o processo penal contra a filha. Ele imitou movimentos de macaco em um bar de Santiago del Estero, no Norte do país.

Segundo a imprensa argentina, o vídeo teria sido gravado na madrugada de sexta-feira, poucas horas após o retorno de Agostina. O diário La Nación classificou o caso como “um escândalo sem fim”, destacando a repetição do gesto que originou o processo contra a filha. Já o Clarín apontou a atitude como uma “provocação de um pai que não aprende”, enquanto o Diario Popular ressaltou a continuidade da crise, com a divulgação das imagens.