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O vazamento das questões do Enem 2025 pode ter chego aos materiais de Linguagens e Ciências Humanas. Segundo apuração do jornal O Globo realizada em apostilas e materiais divulgados pelo estudante de medicina Edcley Teixeira, apontado como responsável por vazar o material dias antes da segunda prova, traz indícios de que ele também teve acesso a questões que caíram no primeiro dia de avaliação.
Ao menos nove itens com a mesma características ao conteúdo partilhado nos materiais de Teixeira batem com as questões apresentadas no segundo dia da avaliação, que foca em Matemática e Ciências da Natureza. Do total, apenas três foram anuladas pelo Ministério da Educação.
Com as novas suspeitas, o total de perguntas vazadas pode chegar a 11. Outras duas possíveis perguntas vazadas foram reveladas pelo O Globo com base em conversas em grupos de WhatsApp coordenados por Edcley.
Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, informou que nenhuma nova questão será anulada. A justificativa dada é de que a “eventual memorização parcial e aleatória entre as milhares de questões pré-testadas para o Enem nos últimos anos não compromete a integridade do exame”.

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Questões anuladas e vazamento
O MEC acionou a Polícia Federal e determinou a anulação de três questões do Enem 2025 em 18 de novembro, dois dias após a segunda prova. A medida foi motivada pela circulação de uma live em que Teixeira corrigiu itens praticamente idênticos aos aplicados no exame.
A transmissão foi realizada cinco dias antes da prova. Em suas redes sociais, Teixeira afirma participar dos pré-testes conduzidos pelo Inep e usa a memória das perguntas para montar aulas pagas.
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Em um comunicado, o MEC informou que a equipe técnica responsável pela montagem das provas analisou o caso e identificou similaridades pontuais entre itens pré-testados e os que apareceram no exame. A pasta destacou, porém, que nenhuma questão foi apresentada de forma idêntica à aplicada no Enem deste ano.
Os itens que compõem o banco de dados utilizado pelo Enem são submetidos à Teoria da Resposta ao Item, o que exige o uso de pré-testes. Nesse processo, participantes universitários têm contato com as questões, que poderão ou não entrar em provas futuras.
Edclay supostamente agenciava outros alunos universitários para que fizessem as provas e memorizassem questões. O conteúdo então era trabalhado em suas aulas.
Mesmo após a polêmica, ele defendeu publicamente que lembrar conteúdos vistos em avaliações preliminares não configura irregularidade. Em suas redes, se apresenta como capaz de antecipar temas e estilos do exame e comercializa cursos baseados nessa estratégia.