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O número de requerimentos de autorização de pesquisa para terras raras apresentados à Agência Nacional de Mineração (ANM) até 8 de junho deste ano já se aproxima de 85% do volume registrado no País ao longo de mais de quatro décadas.
Foram 401 solicitações em pouco mais de cinco meses, patamar que quase alcança o total contabilizado entre 1975 e 2020, quando 476 pedidos foram protocolados.
Dados apresentados pela autarquia durante evento do setor mineral mostram que a procura por áreas com potencial para terras raras vem seguindo trajetória de crescimento nos últimos anos.
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Após um período de avanço moderado em 2021 e 2022, o movimento ganhou força a partir de 2023, quando o número de solicitações deu um salto expressivo e alcançou 901 pedidos – fenômeno descrito pela ANM como uma “explosão” de pedidos.
O ritmo acelerado se manteve em 2024, ano que marcou o recorde de requerimentos recebidos pela ANM, com 1.018 solicitações. Já em 2025, houve arrefecimento, atingindo 655. O aumento no número de requerimentos não se traduz automaticamente em produção.
Os projetos ainda precisam avançar por etapas como pesquisa geológica detalhada, viabilidade econômica e licenciamento ambiental, fases que podem levar anos até a eventual entrada em operação.
O avanço dos requerimentos se dá pela corrida por minerais críticos, estratégicos para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.
As terras raras são insumos para a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
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A China concentra a maior parte da produção e do processamento mundial desses minerais, o que levou países como os Estados Unidos e membros da União Europeia a adotarem políticas para diversificar fornecedores e reduzir a dependência externa.
