Ação mira grupo suspeito de operar bets ilegais, aplicar golpe e movimentar R$ 1,4 bi

Sete mandados de busca são cumpridos no Rio, em São Paulo e na Bahia; investigação aponta golpes contra apostadores e lavagem de dinheiro

MPRJ/Divulgação
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O Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação contra uma organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente o mercado de apostas online, aplicar golpes contra apostadores e lavar dinheiro. Batizada de Aposta Suja, a operação cumpre sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que integra as investigações, reuniu mais de 800 comunicações de operações suspeitas registradas entre 2022 e 2026. Segundo o documento, as movimentações financeiras atribuídas às empresas e pessoas investigadas ultrapassaram R$ 1,4 bilhão. Desse total, mais de R$ 100 milhões correspondem, isoladamente, a uma das empresas apontadas como integrantes do esquema.

As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa e são cumpridas pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

As diligências também contam com a participação do CyberGAECO de São Paulo e do GAECO da Bahia. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda colaborou com as investigações.

Segundo o MPRJ, a organização investigada operava por meio de diversos sites de apostas. Entre as plataformas identificadas estão furiabet.bet, galeradabet.bet, voude.bet, alfagames.bet, pixbr.io, pixdasorte.io, jogadacerta.net, aposteibet.bet, goathbet.com e bravabet.io. De acordo com a investigação, os sites funcionavam sem a autorização necessária do Ministério da Fazenda. Os depósitos feitos pelos usuários seriam direcionados para empresas de fachada.

Além da exploração irregular das apostas, os investigadores apontam que o grupo aplicava golpes contra os próprios clientes. Após depositarem dinheiro nas plataformas, usuários seriam impedidos de sacar os valores disponíveis em suas contas.