À PF, diretor de Fiscalização do BC nega pressão política na liquidação do Master

Os vídeos dos depoimentos à PF foram liberados na noite de quinta-feira após decisão do ministro Dias Toffoli, do STF

Estadão Conteúdo

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, durante audiência no Senado para a aprovação do seu nome para o cargo, em julho de 2023.  (Foto: Agência Senado)
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, durante audiência no Senado para a aprovação do seu nome para o cargo, em julho de 2023. (Foto: Agência Senado)

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O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, negou em depoimento à Polícia Federal (PF) no dia 30 de dezembro ter sofrido qualquer pressão política para liquidar ou não o Banco Master. O conteúdo foi tornado público na quinta-feira (29).

“Que eu tenha conhecimento como diretor de Fiscalização, eu não conheço, não recebi, nenhuma pressão de liquidar ou não liquidar de autoridades da República, não tenho conhecimento”, disse Aquino, quando indagado sobre uma possível pressão política durante a oitiva.

Os depoimentos prestados no mesmo dia por Aquino, pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, e pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa só foram liberados após um mês. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, levantou o sigilo após o BC ter pedido acesso ao conteúdo.

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O diretor do BC disse que o trabalho de supervisão do caso foi feito normalmente. Ele também negou que a autoridade monetária tenha adotado uma medida prudencial preventiva contra o BRB – proibindo o banco de comprar novas carteiras de crédito – para impedir a compra do Master. A medida é datada de 14 de outubro, enquanto a operação entre BRB e Master foi negada em setembro.