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Quase dez anos depois do acidente aéreo que matou 71 pessoas durante a viagem da Chapecoense à Colômbia, a família do jornalista Victorino Chermont conseguiu uma nova decisão favorável na Justiça. A informação é do jornal O Globo.
O Tribunal de Justiça do Rio rejeitou um recurso da TFCF Latin American, empresa que havia contratado Victorino para cobrir a final da Copa Sul-Americana de 2016. O pai e dois irmãos do jornalista já haviam vencido uma ação de indenização contra a companhia.
A empresa tentava levar o processo da Justiça comum para a Justiça do Trabalho. Os desembargadores decidiram, por unanimidade, que o caso deve continuar sendo analisado pela Justiça comum.
Na prática, o tribunal entendeu que o processo apresentado pelos familiares para receber indenização por danos morais e materiais pode seguir onde já estava.
A TFCF também terá de pagar uma multa equivalente a 1% do valor da ação. Os desembargadores consideraram que a empresa agiu de má-fé ao insistir em uma discussão que já havia passado por instâncias superiores.
Acidente deixou 71 mortos
Victorino Chermont tinha 43 anos e trabalhava na Fox Sports. Antes, havia passado por veículos como SporTV, Rádio Globo e Band. Ele estava entre os profissionais de imprensa que viajavam no voo 2933 da LaMia.
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A aeronave caiu nas proximidades de Medellín em 29 de novembro de 2016. Das 77 pessoas a bordo, 71 morreram. O avião transportava jogadores, dirigentes, convidados e jornalistas para a decisão continental. Seis pessoas sobreviveram.
As consequências judiciais da tragédia ainda são discutidas em diferentes processos. Em maio deste ano, por exemplo, a Justiça de Santa Catarina condenou a Chapecoense a pagar R$ 450 mil em indenizações por danos morais à família de Giovane Klein Victória, jornalista da RBS TV que também morreu no acidente. A sentença reconheceu a responsabilidade do clube como afretador da aeronave e apontou negligência na escolha da companhia aérea.
