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Plano de contingência da Sabesp considera fim do Cantareira

Pior cenário possível seria diante de volume de água que chega às represas de menos de 80% do registrado em 2014, e sem obras emergenciais prontas, segundo documento obtido pela Bloomberg

Sabesp Cantareira
(Cantareira)

Plano considera quatro cenários possíveis, sendo que, no pior deles, reservatório do Cantanteira secaria em julho.

Pior cenário possível seria diante de volume de água que chega às represas de menos de 80% do registrado em 2014, e sem obras emergenciais prontas, segundo documento obtido pela Bloomberg.

O plano de contingência considera ainda, no pior cenário, a implementação de um rodízio de 5 dias sem água e 2 dias com abastecimento na região abastecida pelo Cantareira.

Em cenário de chuvas semelhante ao que ocorreu em 2014 e sem obras prontas, água do Cantareira terminaria em agosto. No melhor cenário, Cantareira chegaria em outubro com mais da metade da primeira reserva técnica recuperada.

 O volume de chuvas no acumulado do ano até agora foi maior do que o registrado no ano passado, segundo dados do site da Sabesp.

Obras emergenciais para o enfrentamento da crise hídrica estão em andamento, afirmou a Sabesp em e-mail respondendo a perguntas. O plano de contingência está sendo elaborado por um grupo executivo presidido pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo.

As obras da ligação Rio Grande - Alto Tietê estavam previstas para serem entregues em maio. Antes do início da obra foi necessário obter as licenças ambientais e conseguir que a Petrobras autorizasse a utilização da faixa por onde passa o gasoduto, segundo informou a Sabesp. 

A obra está prevista para ser entregue em agosto. 

Para que não haja racionamento, é necessário que se mantenha o cenário atual: manutenção da economia de água por parte da população, afluência de pelo menos 80% em relação à registrada em 2014 e o bom andamento das obras em curso, disse a Sabesp. “O cenário vem sendo positivo”. 

 

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