Sociedade, Economia e Política
Economia
Pedro Paulo Silveira

Acordo da Grécia e transações correntes trazem otimismo

Por Pedro Paulo Silveira

As bolsas globais refletem a euforia dos agentes com a possibilidade de um acordo com a Grécia. Hoje ocorreu uma reunião de emergência entre os ministros de finanças dos países da Comissão Europeia e nela foi apresentada pela Grécia nova proposta de acordo para substituir o programa de resgate em curso. Segundo as “fontes de mercado”, a proposta atual do governo grego traria algumas melhorias em relação às anteriores (aumentos de impostos) e isso aumentou as chances do acordo.

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A economia brasileira entrou em uma depressão

Por Pedro Paulo Silveira

Três grandes indicadores foram divulgados hoje e eles indicam que a recessão brasileira (quedas seguidas do PIB trimestral) se transformou em uma depressão. Queda da atividade econômica, destruição de vagas formais de trabalho e um enorme choque de oferta estão espremendo a economia brasileira que fica ainda mais contraída com a introdução de um ajuste fiscal.Essa combinação explosiva repete as mais sérias crises econômicas que tivemos no passado e não há sinal de melhora no horizonte.

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Fed subirá os juros para 0,5% até o fim do ano

Por Pedro Paulo Silveira

Terminada a reunião do FED, o Comitê de Política Monetária manteve os juros em 0% e anunciou que a estimativa de dez de seus dezessete diretores é que os juros subam pelo menos duas vezes nesse ano.

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Varejo cai 0,4% em abril e sinaliza PIB negativo no segundo trimestre

Por Pedro Paulo Silveira

O varejo brasileiro caiu 0,4% em abril e sinaliza mais um trimestre de queda do PIB. Ao atingir o consumo, que representa mais de 60% do PIB nacional, a crise econômica se firma e deve continuar ao longo do ano. A expectativa do mercado é de que amanhã o Banco Central anuncie uma queda de seu IBC-Br de abril de 0,4%. Como ele é uma boa estimativa do PIB, confirma-se a tese de que teremos mais três meses de contabilidade negativa na renda nacional.

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A Grécia é o novo Lehman Brothers

Por Pedro Paulo Silveira

As bolsas estão em queda nos principais mercados do planeta. A falta de uma perspectiva de acordo para a Grécia está fazendo com que os agentes globais peses os riscos que estão pela frente. Os políticos que dirigem a Comissão Europeia temem dar um recado errado ao flexibilizar os acordo com um governo de esquerda. Os conservadores que governam a Itália, a Espanha, Portugal e Irlanda e que impuseram fortes medidas de austeridade, seriam punidos pelos seus eleitores. Por outro lado, deixar a Grécia sair do Zona do Euro pode significar o novo Lehman Brothers da economia global.

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A remuneração da poupança e a implosão do setor imobiliário

Por Pedro Paulo Silveira

As discussões em torno da diferença entre a remuneração da poupança em relação a outros ativos voltaram com as sucessivas altas de taxa Selic. Ao manter seu patamar quase constante, a remuneração da poupança acaba por induzir seus clientes a irem para outras modalidades. Os conselheiros financeiros têm destacado os aspectos relativos à rentabilidade dessas aplicações mas não avaliam – ao menos eu não vi alguma coisa nesse sentido – os impactos macroeconômicos que potencialmente existem. É isso o que tentarei discutir no "post".

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A saída do HSBC aumenta a concentração bancária no Brasil

Por Pedro Paulo Silveira

Os dez maiores bancos detêm 88% de todos os ativos do sistema bancário; os cinco maiores detêm 78%. Apesar de ser considerado um sistema sólido, ele simplesmente não nos informa os riscos que o tesouro nacional corre caso o sistema falhe, pois a lógica embutida nos cálculos de riscos leva em conta que esses bancos são grandes demais para quebrar. Com a saída anunciada do HSBC, sexto maior banco do país por ativos, os cinco maiores bancos passarão a deter 81% do total dos ativos, aumentando ainda mais a concentração.

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IPCA de maio surpreende e mercado corre atrás da curva

Por Pedro Paulo Silveira

Apesar de toda a gritaria em torno da política monetária, mais de 60% da inflação em doze meses e mais de 70 da inflação de 2015 resultam de alimentos, energia e combustíveis

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A produção de veículos caiu 18% até maio

Por Pedro Paulo Silveira

A produção de veículos atingiu 2,59 milhões anualizados em maio, menor em 4% em relação a abril. Há mais de 25 mil operário parados da montadoras e as perspectivas são piores a cada dia, já que a desalavancagem financeira dos agentes está ocorrendo em ritmo acelerado. Se isso implica em queda forte do PIB PER CAPITA, ao menos ela já antecipa os efeitos da elevação dos juros nos EUA, "quando" e "se" ela vier.

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O FED pode detonar um processo deflacionário

Por Pedro Paulo Silveira

O banco central dos EUA, que fez o maior plano de estímulos da história, está em um dilema: se mantem a taxa básica perto de zero pode continuar a incentivar a alta dos preços de vários ativos que já montam uma grande bolha (especialmente as bolsas); se eleva, os preços podem despencar mundo afora, disparando uma nova rodada deflacionária. Os últimos dados do mercado de trabalho e o comportamento dos mercados, indicam que a alta pode ficar par ao ano que vem

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Perfil do blogueiro

Economista pela FEA-USP, CNPI, atua no mercado financeiro desde 1983 e hoje exerce funções de análise econômica e de valores mobiliários. pepa2906@gmail.com