Sociedade, Economia e Política
Economia
Pedro Paulo Silveira

À beira do precipício, de novo?

Por Pedro Paulo Silveira

Volto ao tema do pequeno empurrão que a crise grega pode dar ao enorme caminhão que está parado no início da ladeira. Se a "Troika" deixa-lo embalar, por alguns metros, poderá ser muito difícil dete-lo. Foi isso que Henry Paulson e Ben Bernanke fizeram na crise de 2008; apostaram em um "susto corretivo" nos mercados. Alguns trilhões de dólares depois e milhões de desempregados, a experiência se mostrou uma das mais desastrosas da história econômica. Com os juros das dívidas europeias subindo, apesar da forte intervenção do BCE, e com o derretimento das matérias primas, não há bolsa ou moeda que fique firme.

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Petróleo desaba 9% e bolsa de Xangai outros 30%

Por Pedro Paulo Silveira

Na sexta, por algum lapso, não concluí a publicação desse "post" aqui no blog da Infomoney. Para não ocorrer nenhuma diferença entre o publicado aqui e a página do Blogger, ele está sendo atualizado.

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Entre boas notícias, minério de ferro despenca 6%

Por Pedro Paulo Silveira

O Brasil teve duas boas notícias hoje com a inflação em queda em São Paulo e uma recuperação da indústria em maio. No entanto, ambas são episódicas e deverão ser apagadas pela continuação do derretimento da atividade em setores chave da economia nacional e da China. O minério de ferro, em particular, sinaliza os enormes problemas estruturais que o setor de mineração e siderurgia estão enfrentando e que ainda podem piorar. O minério de ferro com 62% de teor de pureza, distribuído na China caiu 65% em dois anos, 6,5% só no pregão de hoje. E pode ficar pior.

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Um balanço do semestre com a Carteira Recomendada batendo mais de 13%

Por Pedro Paulo Silveira

Hoje, primeiro dia do segundo semestre de 2015 faço um balanço: as expectativas do mercado no início do ano eram demasiadamente otimistas para a economia brasileira. Além de dar peso excessivo aos benefícios do ajuste fiscal, os analistas, ao que parece, desprezaram os efeitos do enorme choque de oferta representado pela seca e pela desvalorização cambial. Tentando fugir desse consenso, consegui escolher carteiras recomendadas ao longo dos seis meses do ano que superaram o Ibovespa em mais de 7%, colocando a TOV CCTVM no topo das corretoras que participam dos levantamentos da Infomoney e da Exame. A análise dos fundamentos mostrou-se poderosa.

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Os juros representam 82% da piora fiscal do país

Por Pedro Paulo Silveira

Hoje o BC divulgou as contas públicas de maio e houve um a piora de R$ 119,7 bilhões no déficit entre os primeiro cinco meses de 2015 e os primeiro cinco meses de 2013. Desse total 82% dizem respeito ao aumento dos juros e o restante à deterioração do superávit primário. Apesar do pessimismo de diversos setores da sociedade, o ajuste das contas públicas é muito factível. Uma taxa de crescimento de 1,5% e um IPCA 5,6% no ano que vem já "domesticam" o problema fiscal. O maior risco, no entanto, é o de perda do Grau de Investimento.

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A Grécia está se despedindo da Zona do Euro

Por Pedro Paulo Silveira

O governo grego convocou um plebiscito popular para o final de semana que vem para confirmar, ou não, a recusa ao "acordo" proposto pela "Troika". O "acordo" veio entre aspas pelo fato de que era, de fato, um conjunto de novas imposições que mantinham, grosso modo, a forte austeridade que elevou o desemprego a 25% da população e fez a renda cair em  21%. Com mercados em queda, é hora de refletir sobre as consequências da quase certa saída da Grécia da Zona do Euro.

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A arrecadação mostra que atividade acelerou a queda livre

Por Pedro Paulo Silveira

A queda da arrecadação de maio mostra que o governo está enxugando gelo. Ao impor uma agenda de austeridade fiscal associada a uma política monetária de juros extra elevados, o resultado é piora contínua de todos os indicadores. A arrecadação de impostos cai porque o faturamento das empresas e as rendas dos agentes caem e a elevação dos juros simplesmente aumenta os gastos com juros, fazendo explodir o déficit nominal que deve superar os 8% nesse ano.

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Banco Central assume que inflação será maior que 9% em 2015

Por Pedro Paulo Silveira

Com o IPCA em 5,34% até maio, centrado nas consequências da seca e da desvalorização cambial, o Banco Central divulgou o Relatório de Inflação, assumindo um aumento de preços superior a 9% nesse ano. Com os juros Selic subindo a mais de 14% e com a economia desabando mais de 2%, a política monetária não terá efeitos positivos sobre o nível de preços mas colocará a questão fiscal em situação alarmante.

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Atividade industrial em expansão na Zona do Euro e desacelerando nos EUA

Por Pedro Paulo Silveira

As bolsas europeias se escoram na expansão industrial decorrente da implementação das compras de títulos levadas a cabo pelo BCE em seu novo Quantitative Easing. Nos EUA, o NASDAQ recua do seu recorde em função da desaceleração do PMI em junho

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Ibovespa sobe com otimismo global

Por Pedro Paulo Silveira

A divulgação do IPC-S da terceira semana de junho, pela FGV, mostra uma leve desaceleração na inflação ao consumidor, com manutenção de um patamar elevado. A oferta de crédito continua minguando, com destaque para os veículo e para a ainda pequena inadimplência. Porém, apesar dos dados ruins da economia, a bolsa está se aproveitando do ciclo de otimismo do exterior.

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Perfil do blogueiro

Economista pela FEA-USP, CNPI, atua no mercado financeiro desde 1983 e hoje exerce funções de análise econômica e de valores mobiliários. pepa2906@gmail.com