Sociedade, Economia e Política
Economia
Pedro Paulo Silveira

As vendas caem em sintonia com a perda de 1,7 milhões de empregos no ano

Por Pedro Paulo Silveira

O IBGE anunciou a sétima queda seguida das vendas em nível nacional. Em agosto elas acumulam 0,9% e no ano chegam a 3%. Os efeitos concentrados da combinação entre os fatores econômicos e político dessa crise levarão o país a uma queda superior a 2,5% em seu PIB e a uma perda de mais 1,7 milhões de empregos formais. Eis o saldo da “venezualização” da política brasileira.

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Uma nova onda de otimismo exagerado

Por Pedro Paulo Silveira

O dólar despencou 10% e a bolsa subiu outros 11% em uma onda de otimismo baseada no exterior e, mais importante, na política doméstica. Os agentes de mercado parecem acreditar que dois resultados possíveis para o governo sejam extremamente positivos para as ações e par a taxa de câmbio: se o governo ganhar ou perder, tanto faz, a bolsa pode melhorar. Ma sé cedo para embarcar nessa canoa.

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A produção de veículos despencou 40%

Por Pedro Paulo Silveira

A situação do mercado automobilístico é exemplar para o que acontece na economia como um todo: na relação dos salários e empregos com a demanda; no papel contracionista que o crédito está exercendo e no impacto da queda da produção sobre o emprego e renda em todo o país.  E como em todas as questões que abordamos, a situação pode piorar ainda mais.

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BC sem Alternativas

Por Pedro Paulo Silveira

O BC sozinho não consegue estabilizar a inflação, pois corre um enorme risco de levar a economia ao colapso. E não se trata aqui, de um risco de inflação, mas um risco de implosão fiscal. A única alternativa segura é a da realização de um ajuste fiscal nos moldes sugeridos pelo Ministro Levy. Mas esperar por isso pode ser ingênuo demais.Em economia não há o que seja realmente 100% seguro.

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Produção Industrial Acumula Queda de 7%

Por Pedro Paulo Silveira

O IBGE divulgou a produção industrial de agosto e ela veio, novamente, em forte queda. No mês a ela foi de 1,2% e no ano acumula 6,9%. As causas para essa queda já são nossas conhecidas: o aumento do desemprego, a queda da renda das famílias, a forte contração do crédito (desalavancagem dos bancos), tendência à queda do endividamento das famílias (desalavangem dos consumidores), forte contração dos gastos públicos e, mais importante, derretimento dos investimentos privados.

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Setembro fechou com queda de 3,36% e deve se repetir

Por Pedro Paulo Silveira

Para o Ibovespa, setembro marcou o terceiro mês de queda consecutiva e ela acumula queda de quase 10% em 2015 e de 14% em um ano. O dólar ficou 7% mais caro que o real no mês, 49% no ano e 60% em doze meses. Os juros para 2017 saíram de 14% para bater estratosféricos 17% no dia de maior nervosismo e fecharam a 15,60%. Esses são os indicadores da deterioração do quadro brasileiro e não indicação de que ele deva ser revertido no mês de outubro. A briga pela deposição da presidente Dilma Roussef não dá tréguas e tem impedido qualquer aceno para melhoria do quadro fiscal. Como resultado, as contas públicas continuam reagindo negativamente à forte queda do PIB.

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A Mineração Global em Derretimento

Por Pedro Paulo Silveira

A Glencore caiu mais de 25% em Londres e sinaliza o quão profunda é a crise dos mercados emergentes. As consequências para o mundo desenvolvido já estão fazendo o FMI, uma vez mais, mudar para baixo suas expectativas para o crescimento global e devem retardar o dia em que FED começará a elevar os juros. O Brasil deve continuar a ver a Bolsa derretendo e juros e câmbio em alta forte.

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A Fogueira que Queima o Governo e o País

Por Pedro Paulo Silveira

O processo pelo qual o real vai se desvalorizando reúne quase todos os tipos de crise que os acadêmicos nomeiam para lidar com a macroeconomia. Mas é a absoluta falta de confiança que está consumindo o PIB do país e atirando a situação fiscal em um limbo que parece infindável. O Congresso Nacional, dirigido pela coalizão anti-Dilma, não largará o osso de fazer o governo “sangrar até a morte”. O governo, de sua parte, resiste em adotar as mínimas medidas para evitar o colapso total que se avizinha. Diante desse cenário, o dólar esperado está cada vez mais próximo de R$ 5,00 do que dos R$ 3,00.

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O real já é a segunda moeda mais desvalorizada em doze meses

Por Pedro Paulo Silveira

O Brasil já está encostando na Rússia como país com a moeda mais desvalorizada em doze meses. A contínua deterioração das expectativas alimenta a queda dos gastos dos agentes que, por sua vez derruba ainda mais o PIB. Nesse cenário o Brasil deve perder o grau de investimento mais rápido do que se esperava e o real pode sofrer mais desvalorizações.

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Expectativa de manutenção dos FED Funds incendeia as bolsas

Por Pedro Paulo Silveira

Em pesquisa feita junto a oitenta analistas, a Reuters informa que quase 60% deles apostam em manutenção dos juros amanhã. Mas o comportamento dos mercados acionários sinaliza que a maioria ampla dos mercados está junto com esses analistas. Reforçam essa tese as inflações dos EUA e da Europa e a decisão do Banco da Inglaterra em manter os juros inalterados.

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Perfil do blogueiro

Economista pela FEA-USP, CNPI, atua no mercado financeiro desde 1983 e hoje exerce funções de análise econômica e de valores mobiliários. pepa2906@gmail.com