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Butão: onde ser feliz é sinônimo de simplicidade

Falos Butão
(Paulo Panayotis/Adriana Reis)

Thimphu - Butão. Quando ouvi pela primeira vez falar no Reino do Butão, fiquei fascinado. Disse para mim mesmo: não posso partir deste mundo sem conhecer este outro mundo. E agora, olho para fora e vejo o Himalaia com seus picos eternamente brancos. O avião da Drukair, uma das duas únicas companhias aéreas do país, começa os procedimentos para pousar no único aeroporto internacional do reino, na cidade de Paro.Tem sentido. O Butão, que fica nos sopés da cordilheira do Himalaia, é praticamente formado por montanhas e vales. Assim, tem poucos espaços contínuos para aeroportos de grande porte.
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Cordilheira do Himalaia vista do avião da Drukair

Com uma curva à esquerda, a asa do Airbus A319 passa muito próxima de um cume branquinho, branquinho. Silêncio budista a bordo! Em minutos estamos no solo. Foi o único momento tenso neste lugar único. Monarquia constitucionalista desde 2006, tem no rei e na sua família o centro de tudo. Todos adoram o rei Jigme Khesar Namguel Wangchuck, coroado aos 28 anos de idade. Na época, o mais novo monarca do planeta.
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Jornalista Paulo Panayotis e a família real butanesa

Ele é o quinto de uma dinastia que mudou a cara desta nação. Com uma esposa linda e um filho “gracinha”, a família cativou o povo com sua simplicidade. Hoje vem consolidando a democracia a passos lentos, porém sólidos. Para lá da política, o Butão se orgulha de conseguir um prodígio nos dias de hoje: balancear o universo espiritual com as tentações materiais. E tem conseguido. Instituiu o FIB, índice que a exemplo do PIB (Produto Interno Bruto), mede a Felicidade Interna Bruta. E o povo, pelo que presenciei, está feliz. Muito. Difícil hoje em dia, não é? Com cerca de um milhão de habitantes, aqui praticamente não há analfabetos e os índices de violência são praticamente inexistentes. A maioria da população é budista. Sigo de carro de Paro (assunto para o próximo artigo), para Thimphu, que é a capital política desde 1960. Bandeirinhas coloridas me dão as boas vindas. Elas estão por todos os lados. Simbolizam “orações ao vento” e tornam o percurso de aproximadamente 50 quilômetros extremamente colorido e gostoso.
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Orações ao vento por todo lado

Atravesso o vale do rio Wang Chu. Corredeiras límpidas de cor verde esmeralda me escoltam. Um iaque surge correndo ao largo da estrada. Estes bovinos de grande porte são típicos do Himalaia e muitos ainda vivem livres por todo o país. Liberdade, aliás, é o que eu senti no Butão. Está certo que, por precaução, é uma liberdade meio vigiada. Explico: o parlamento resolveu, quando abriu as portas aos viajantes poucas décadas atrás, que o turismo seria controlado e seletivo. No Butão, turista só entra com uma agência de turismo se responsabilizando por ele. Mais. Tem que pagar toda a viagem praticamente adiantado. E não é barato. Mas vale cada centavo. O tempo todo um guia fica com você. Mas relaxe. Tudo é sem estresse, sem ordem unida, sem pressa. Se você der sorte como eu e tiver um bom guia que, além de tudo, é bem-humorado, bingo!
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Ninho do Tigre: o mais alto mosteiro do Butão e um dos mais altos do mundo

A primeira impressão de Thimphu, a capital, é bem bacana. O único semáforo é, na verdade, um guarda de trânsito orientando o tráfego no centro da cidade. Sorrindo, ele representa quase que um balé com as mãos para indicar quem deve andar e quem deve parar. Genial. Menor que o estado do Rio de Janeiro, é a maior cidade do país, com cerca de 100 mil habitantes. Nem por isso tem engarrafamentos, poluição ou estresse. Monges budistas se misturam com turistas e cidadãos comuns. Parece um filme onde o astro principal é você!
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O maior Buda do Butão fica na capital, Thimphu

Grande parte ainda veste roupas tradicionais. O palácio real e o parlamento são visitas obrigatórias. Só os prédios já valem a pena pela arquitetura única. Adorei os coloridos sapatos cerimoniais. Lindos. Imperdível também é a visita ao maior Buda do Butão, o Buda gigante Dordenma. A “Terra do Dragão” cativa desde o primeiro instante. Imaginem só que o falo humano, por lá, é símbolo de proteção e fertilidade. Está por todo lado.
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Símbolos de proteção e fertilidade estão por todo lado

Sim, é isso mesmo que você está pensando: é um país do grande... dragão, claro! 
Nos próximos artigos vamos conhecer Punakka e Paro e subir mais de três mil metros em direção à joia do Butão: o monastério Ninho do Tigre. Gostou? Quer ver vídeos? Não aguenta esperar até a semana que vem? Então vai lá no site O Que Vi Pelo Mundo e boa viagem!

FOTOS: Paulo Panayotis/Adriana Reis
Jornalista viajou a convite da Indo Asia Tours com seguro viagem Travel Ace.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

perfil do autor

Paulo Panayotis

É jornalista profissional e fundador do portal de vídeos e dicas sobre turismo e viagem "O Que Vi Pelo Mundo". Autor de grandes reportagens nas principais emissoras de televisão: Globo, Bandeirantes, Record, SBT, além de correspondente internacional em Estocolmo, Suécia, e Londres, Inglaterra. Tem passaporte carimbado em mais de 50 países.

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