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Matrícula escolar: é hora de pensar no assunto

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Sala de aula
(Shutterstock)

Uma família prevenida e planejada pensa com antecedência nas contas que virão, e um dos gastos que pode desestabilizar o orçamento é a matrícula escolar. Portanto, é necessário pensar no assunto, verificando se há a possibilidade dos filhos continuarem no mesmo colégio ou se terão que mudar.

O primeiro passo é chamar as crianças para uma conversa franca, na qual deverão tentar saber o que elas acham da instituição que estudam, se gostam e se querem continuar lá. De acordo com a resposta, o próximo passo é fazer um diagnóstico da situação financeira da família para ver se é possível a permanência – ou não – delas na atual escola.

Não se pode esquecer de considerar ainda valores além da mensalidade, como uniforme, lanche, material escolar, passeios eventuais, transporte, entre outras despesas.

Caso tenham interesse em continuar – ou em mudar –, os pais precisam fazer as contas e ver se o valor desse investimento ainda está cabendo no planejamento financeiro. Ressalto que o estudo é uma das melhores bases de formação que um indivíduo pode ter, sendo assim, vale a pena fazer um esforço para manter os filhos em um bom colégio.

Tente marcar uma reunião com o diretor da escola e exponha a situação. Diga que tem muito interesse em que seu filho continue lá, mas que está com algumas limitações financeiras. Veja a possibilidade de parcelar a matrícula, para não pesar no orçamento, evitando dívidas e até inadimplência com relação a outras contas do dia-a-dia.

Se, mesmo tentando de tudo – apertando o orçamento, conversando com o colégio e pedindo bolsa –, não for possível mantê-los ou matriculá-los na instituição que queriam, então, é hora de ter outra conversa e explicar a situação. Nós, adultos, costumamos achar que as crianças não entendem certas coisas; mas, acredite, elas compreendem muito bem.

Ainda que o jeito seja colocá-los em uma instituição mais barata ou até pública, tente ao máximo procurar uma que tenha estrutura razoável e um bom corpo docente. E não desanime; tente se planejar melhor para que, no próximo ano, a situação se normalize. 

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

perfil do autor

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.

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