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Por que inserir Educação Financeira nas empresas?

Se a situação financeira de um colaborador não está equilibrada, a sua motivação não será a mesma no trabalho, o que acaba perturbando o bem-estar do indivíduo e interferindo em sua produtividade. Um Programa de Educação financeira é a chave para resolver a questão.

Falência, desânimo, cansaço
(getty images)

 

A situação financeira de um colaborador e sua motivação estão diretamente ligadas. Todo mundo tem problemas, no entanto, quando são de aspecto financeiro, o assunto perturba o bem-estar do indivíduo e acaba interferindo em sua produtividade no trabalho.
 
Para evitar esse reflexo negativo, as empresas devem investir em Educação Financeira para os funcionários. Faltas constantes, pedidos de adiantamento e empréstimos e até furtos são alguns dos sinais do desequilíbrio financeiro, o que pode comprometer as atividades da área e a rentabilidade da instituição, se transformando em um ciclo sem fim.
 
Vale ressaltar que não adianta dar aumento de salário, benefícios e auxílios sem orientá-los como administrar os seus ganhos. Eles precisam conseguir poupar para os seus sonhos e objetivos e ajustar o seu padrão de vida à sua situação financeira. Dessa forma, as finanças serão um problema a menos na cabeça do colaborador. 
 
Outro tópico que deve ser abordado é sobre aposentadoria. A maioria dos trabalhadores não possui uma previdência privada, o que é grave, pois depender apenas do INSS não garante uma vida tranquila e independente financeiramente. É preciso alertá-los da importância desse assunto o mais rápido possível.
 
O departamento de Recursos Humanos deve fazer esse trabalho, combatendo a causa para diminuir os efeitos. Para isso, é necessário desmistificar o processo de educação financeira, já que muitos possuem a percepção errônea de seu significado. 
 
Deve-se explicar aos colaboradores que, para se educarem financeiramente, é necessário passar por uma mudança de hábitos e costumes, ou seja, de comportamento com relação ao uso do dinheiro.    
 
Veja algumas orientações para as empresas iniciarem um programa de educação financeira:
 
1.       Não entenda Programa de Educação Financeira para Empresas como palestras de finanças pessoais ou cursos de investimentos;
2.       Trate Educação Financeira  como responsabilidade social na empresa, beneficiando funcionários, familiares, comunidade e a própria empresa; 
3.       Adote critérios e oriente o funcionário antes de disponibilizar crédito consignado. É importante que o empréstimo seja consciente, para que realmente o ajude a solucionar o problema. Muitas vezes, é um alívio imediato, mas que, em poucos meses, se torna um problema ainda maior, principalmente porque seus ganhos líquidos mensais serão reduzidos em, aproximadamente, 30%; 
4.       Procure um programa estruturado de educação financeira, que possa se adequar facilmente aos diferentes perfis de necessidade da empresa e dos funcionários; 
5.       Crie campanhas de conscientização e de mudança de hábitos e costumes em relação à utilização do dinheiro;
6.       Antes de decidir por um programa de educação financeira, analise toda a sua estrutura, como tempo, método, material de apoio e disponibilidade dos funcionários;
7.       A educação financeira independe do salário do colaborador. Os problemas podem ocorrer, até mesmo, nos maiores salários da empresa;
8.       O problema da falta de educação financeira já está intrínseco em nossa sociedade. Sendo assim, não é culpa do trabalhador;
9.       A empresa que investe em um programa de educação financeira também ganha, visto que seus colaboradores trabalham com mais prazer, mais tranquilidade e buscando crescimento, pois retomam a consciência de ter objetivos;
10.   Oriente os funcionários a combaterem a causa do problema financeiro e não apenas os efeitos.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

 

perfil do autor

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.

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