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A reforma econômica

A democracia brasileira superou a desconfiança do mercado e da própria população sobre a ruptura causada pelo impeachment e a possibilidade de recuperação econômica. 

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A reforma econômica

por Gilvan Badke

Em maio de 2016 o Brasil passava por uma transição que colocava em xeque sua jovem democracia e suas instituições. A até então presidente Dilma Roussef era acusada por cometer crimes fiscais através de mecanismos conhecidos como pedaladas fiscais, que envolviam operações de crédito entre o Tesouro Nacional e instituições financeiras além do previsto em lei.

Esse movimento financeiro-orçamentário na verdade visava ocultar o resultado das contas do país e, a partir desse artifício, aparentar um desempenho melhor que o real, maquiando as contas oficiais.

Segundo dados da IBGE, o Brasil naquele momento atingia inflação acima de dois dígitos, alcançando 10,67% em dezembro de 2015, além de apresentar a taxa de juros em 14,25% segundo o Banco Central. O cenário era de recessão econômica, atingindo um ápice de mais de 14 milhões de desempregados.

A deterioração econômica se tornou uma tragédia social que culminou com manifestações populares e o impeachment da então presidente. Ocorre que apesar de todo esse cenário, a saída da chefe do executivo federal trouxe um cenário de grande incerteza para o país e de quais seriam os caminhos para a retomada da recuperação econômica.

Em maio de 2016, Henrique Meirelles tomava posse como novo Ministro da Fazenda, anunciando o completo abandono da chamada “Nova" Matriz Econômica implantada pelo governo anterior, e defendendo controle de gastos públicos.

Após quase 20 meses, verifica-se que o abandono da política progressista e a adoção da razão na condução da economia do país têm gerado resultados para a sociedade. O índice de inflação do IPCA foi reduzido para 2,46% no período de 23 meses até agosto de 2017. A taxa de juros SELIC caiu para 8,25% reduzindo 6 pontos percentuais.

Além desses indicadores, outros índices relevantes mudaram drasticamente, saindo de vertiginosa queda para  aumentos tímidos como a produção industrial e o PIB e outros para crescimentos significativos como a produção de veículos e o saldo de postos de trabalho gerados.

Nesse contexto, tudo indica que a democracia brasileira superou a desconfiança do mercado e da própria população sobre a ruptura causada pelo impeachment e a possibilidade de recuperação econômica.

O atual presidente Michel Temer, apesar de não contar com a simpatia popular e sofrer desgastes políticos intensos devido a denúncias decorrentes de investigações como a Lava-Jato, demonstra que acertou em deixar a condução da área econômica com Meirelles e abandonar práticas ideológicas pela supremacia do uso da razão.

Gilvan Badke é gestor de negócios da eMEG e associado honorário do Instituto Líderes do Amanhã.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

 

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O IFL - Instituto de Formação de Líderes de São Paulo - visa a ser referência nacional na formação de lideranças que impactem a construção de uma sociedade mais livre, que sejam comprometidas com a construção de um Brasil democrático e próspero. Desde 2014 o IFL organiza o Fórum Liberdade e Democracia de São Paulo que tem como propósito alimentar a discussão, engajar a sociedade local e expor alternativas viáveis para mitigar os problemas brasileiros.

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