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Renault “lacrando” o setor automotivo

Encerrado o mês de setembro, notamos que a Renault com o seu Kwid "lacrou" o setor automotivo. Com Share de 10,6% ela chegou na quarta posição!

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Renault Kwid
(Divulgação )

Ou, como diria a banda REM: “...Is the end of the world... as we know it...”

O mês de setembro  encerrou com ótimas notícias para o setor automotivo, da forma mais maluca possível! Com 193,6 mil carros vendidos, o setor registrou crescimento de 25% sobre o mesmo período do ano passado, quando tivemos 155 mil veículos vendidos!

Esse crescimento foi avassalador! O destaque do mês foi a Renault, com crescimento de quase 70% sobre setembro do ano passado. Em setembro de 2016, a Renault vendeu 12,1 mil carros e neste mês foram 20,5 mil carros vendidos.

Explicação? Foi o “hatchzinho” Kwid que bombou (não, ele não é um SUV), com mais de 10,4 mil unidades vendidas. Basicamente, metade das vendas da marca foram de Kwid.

No ano, já vendemos mais de 1,57 milhão de veículos contra 1,46 milhão sobre o mesmo período do ano passado.

Mas porque isso é o “fim do mundo, como nós conhecemos?” Porquê, no setor de veículos, só acontecem coisas “TOTALMENTE fora da curva”?

Vamos a alguns fatos:

 

No segmento de carros de luxo (vulgo “mundo de caras”), as vendas da Mercedes Benz neste mês apresentaram crescimento de 92% sobre setembro do ano passado: foram 2,2 mil Mercedes comercializados. Você pode dizer: mas vai ver que a base de setembro de 2016, era fraca. Ok... mas, sobre o mês anterior (agosto/2017), o crescimento nas vendas foi de 46%. A marca vendeu – em geral – seus “Classe C” a rodo!

O pessoal lá do “promocenter”, está voltado para o mercado de automóveis! Os carros “ching ling” estão vendendo, e muito! Sinceramente, a gente só estava na dúvida se eles estavam mortos de morte morrida ou morte matada. Aí vem, por exemplo, o pessoal da Chery e bam! Crescimento de 135%, virando a 20ª montadora passando, por exemplo, a Volvo.

  • Há um ano atrás, o Governo Federal trabalhava com um crescimento nas vendas para este ano na ordem de 7,5%. Todas as empresas de consultoria (mas todo mundo, mesmo) trabalhava com um mercado recessivo, novamente, para 2017. O governo federal cravar uma projeção certeira é como se uma das bestas do apocalipse chegasse até nós. Mea culpa: Nós éramos um dos que não acreditavam na recuperação do mercado. Mas, como está o mercado hoje? Vendas totais: + 7,87%; Vendas para PJ (vulgo Locadoras): +32,3%; Vendas para PF (vulgo meros mortais, como você e eu): -3,5%. O caboclo, como eu, ainda não está comprando carro. São as locadoras que estão puxando as vendas (mas aqui a explicação é para outro post)
  • A marca que mais cresceu neste mês foi a Volkswagen,  97%. Esse crescimento está atrelado à “cagada passada”, feita no ano passado. Depois de “asfixiar” os seus sistemistas, eles ficaram sem peças e a produção de veículos “parou”. Então, aqui existe uma série de cases: os alemães fazendo besteira; tem os italianos da Fiat que estão dando um pau nos japoneses da Toyota com o sucesso da Toro, e agora, como diriam os hipsters lacradores da Vila Madalena, vem a francesa Renault com o seu Kwid, para “lacrar” o setor, fazendo o que o Up e o Mobi deveriam fazer e não conseguiram!

O setor está de cabeça para baixo!

Mas, voltando à normalidade:

 

O crédito é o motor central. De janeiro a agosto, segundo o BC, ele cresceu 20%. Neste ano, foram mais de R$ 63,5 bilhões contra R$ 52,9 bilhões sobre o mesmo período do ano passado.

 

 

Também em setembro, foi quando tivemos a melhor média diária de vendas, quase 9,7 mil veículos por dia. Crescimento de 50% se compararmos com janeiro deste ano, quando vendíamos por dia 6,5 mil veículos

 

 

E o que está vendendo? Hatch Pequeno, SUV, Picape Grande e Sedan Médio:

 

 

Enfim, entre mortos e feridos todos sobreviveram!

 

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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

perfil do autor

Raphael Galante

É economista, trabalha no setor automotivo há 14 anos e atua como consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.

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