Em banrisul

XP inicia cobertura de Banrisul com recomendação de compra e vê alta de 32%: "o pior ficou para trás"

Equipe de análise destaca momento favorável para o banco e valuation atrativo. Papel é favorito entre os bancos públicos

Banrisul
(Divulgação)

SÃO PAULO - A XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações do Banrisul (BRSR6) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 34, o que totaliza um potencial de alta de 32,8% em relação ao fechamento da última segunda-feira. A ação sobe 3,13% na manhã desta terça-feira (12), a R$ 26,40, e acumula ganhos de 19% no ano, ante 11,5% do Ibovespa.

A equipe de análise destaca que o banco é o principal do varejo no Rio Grande do Sul, com 47% de participação do mercado em depósitos a prazo e 518 agências. Segundo os analistas, o momento favorece uma visão positiva para bancos e Banrisul deve se destacar pela expectativa do crescimento dos lucros em 2019-2020; pela captação diferenciada (baixa razão de empréstimos sobre depósitos e acesso amplo e barato à captação de varejo); e pela expectativa de recuperação da situação fiscal do estado.

Além disso, os analistas destacam que o banco está com um valuation atrativo, negociando a um desconto de 40% contra pares privados e 16,4% versus o também estatal Banco do Brasil (BBAS3). "Vemos uma convergência ao passo que o banco se aproxime do ROE [Retorno sobre o Patrimônio Líquido] de 19% em 2020", escreve o analista André Martins, que assina o relatório.

Martins afirma que o banco passou por uma piora das métricas de qualidade dos ativos entre 2014 e 2016, seguindo a recessão e casos de Recuperação Judicial de empresas no Rio Grande do Sul, mas que a diretoria implementou uma série de mudanças que contribuíram para o início de um ciclo positivo. "O banco está bem posicionado em termos de captação, capacidade de originação e estrutura de capital para se beneficiar e contribuir para o cenário de recuperação do estado". Por outro lado, o analista vê a privatização do banco como improvável nos próximos 12 meses.

Com relação à carteira de crédito do Banrisul, esta cresceu 8,6% em 2018, contra 5,5% do sistema financeiro, e está concentrada em segmentos de varejo, o que, segundo Martins, "é um privilégio para poucos". "Vemos espaço significativo para o banco explorar sua base de clientes e oferecer outros produtos, como crédito pessoal e serviços complementares", escreve.

Já a inadimplência, principal "calcanhar de Aquiles" do banco entre 2014 e 2016, está melhorando e, segundo Martins, "o pior ficou para trás". Em 2016, a taxa foi para 5,4% e no 4º trimestre de 2018 ficou em 2,55%, impactando as provisões significativamente.

Em um cenário otimista, a XP vê o papel chegando aos R$ 37, o que implicaria em um upside de 44,5%. Já em um cenário pessimista, o ativo poderia chegar nos R$ 27 - alta de 5,5%.

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