O Brasil deve vivenciar, nas próximas décadas, uma das maiores transferências de riqueza entre gerações do mundo: cerca de US$ 9 trilhões devem mudar de mãos no país, de acordo com dados da McKinsey. O movimento acompanha a crescente complexidade das estruturas patrimoniais e amplia o espaço para que assessores de investimentos incorporem temas como liquidez financeira, preservação dos ativos e continuidade do legado às conversas com seus clientes.
Isso porque transferir patrimônio envolve mais do que definir como imóveis, empresas e investimentos serão distribuídos entre os herdeiros. Uma família pode reunir ativos de valor expressivo e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras durante a sucessão. Após a morte de uma pessoa, parte dos recursos pode ficar indisponível até a conclusão do inventário, enquanto despesas, impostos e outros compromissos precisam ser pagos em prazos muito mais curtos.
É nesse contexto que o seguro de vida ganha relevância como instrumento complementar de planejamento sucessório. Por não integrar o inventário, a indenização é paga diretamente aos beneficiários indicados na apólice. Assim, o recurso pode oferecer liquidez à família justamente em um período de maior vulnerabilidade emocional e financeira.
“Um planejamento financeiro completo não deve considerar apenas a formação e a rentabilidade do patrimônio, mas também como protegê-lo e transferi-lo ao longo do tempo. O seguro de vida cumpre um papel importante nessa estratégia porque transforma proteção em liquidez, permitindo que os beneficiários tenham acesso a recursos sem precisar aguardar a conclusão do inventário”, afirma Antonio Carlos Almeida Braga, diretor de Produtos da Icatu Seguros.
Proteção para diferentes patrimônios
Embora seja frequentemente associado à alta renda, o planejamento sucessório não se restringe a grandes fortunas. Uma casa, uma empresa familiar, uma carteira de investimentos ou outros bens construídos ao longo da vida já podem demandar organização para serem transferidos à geração seguinte.
O custo desse processo também não se limita aos impostos. Honorários advocatícios, despesas cartorárias, compromissos familiares e obrigações relacionadas aos próprios bens e negócios continuam existindo. Quando não há recursos disponíveis, os herdeiros podem ser levados a resgatar investimentos ou vender imóveis e participações societárias em um momento desfavorável.
O seguro de vida funciona, portanto, de maneira complementar ao patrimônio acumulado. A indenização pode ajudar a custear as despesas da sucessão, preservar ativos e reduzir a necessidade de decisões apressadas. Também pode contribuir para equilibrar a divisão patrimonial entre os herdeiros, apoiar a continuidade de empresas familiares e garantir renda às pessoas que dependiam financeiramente do segurado.
“O seguro não substitui os demais instrumentos sucessórios, mas complementa essa estrutura ao atender a uma necessidade que nem sempre recebe a devida atenção, que é a disponibilidade de recursos no momento em que a família mais precisa. Essa lógica vale tanto para quem precisa arcar com um funeral quanto para famílias com estruturas complexas de alto valor”, acrescenta Braga.
Papel do assessor na jornada
A maior atenção ao tema abre espaço para que os assessores de investimentos ampliem sua atuação para além da alocação de recursos. Ao conhecer a composição do patrimônio, a estrutura familiar, os objetivos de longo prazo e as necessidades de proteção do cliente, o profissional pode identificar riscos que não aparecem em uma análise concentrada apenas em retorno e diversificação.
Essa visão é especialmente relevante no atendimento a empresários. Nove em cada dez CNPJs ativos no Brasil têm origem familiar, mas somente 11% das empresas brasileiras analisadas contam com iniciativas estruturadas de sucessão, diante de uma média global de 64%, segundo a McKinsey. A ausência de planejamento pode comprometer não apenas o patrimônio da família, mas também a continuidade do negócio, a manutenção de empregos e o legado construído ao longo de gerações.
Nesse cenário, o assessor passa a atuar como um articulador da jornada financeira do cliente, trazendo a proteção para a conversa. A pergunta deixa de ser apenas como fazer o patrimônio crescer e passa a incluir como protegê-lo e garantir que ele cumpra sua finalidade no futuro.
Novas soluções
Para acompanhar a diversidade das necessidades de proteção, a Icatu ampliou para até R$150 milhões o capital segurado disponível em suas soluções de seguro de vida individual, o maior valor atualmente oferecido no mercado brasileiro. A solução permite capital segurado a partir de R$ 50 mil, atendendo desde pessoas que buscam estruturar uma primeira camada de segurança financeira até famílias e empresários com patrimônios mais robustos e demandas sucessórias complexas.
A ampliação reforça a visão de que o seguro de vida deve fazer parte da jornada de planejamento financeiro em diferentes fases e faixas de patrimônio. Mais do que um recurso destinado a situações inesperadas, ele pode ser utilizado de forma estratégica para proteger pessoas, preservar ativos e dar continuidade a projetos construídos ao longo de uma vida.
Maior seguradora independente do Brasil, a Icatu Seguros atua há mais de 35 anos na proteção de pessoas, famílias, patrimônios e legados.
Mais informações sobre as soluções da Icatu Seguros estão disponíveis no site.