Relevância ou extinção: o recado de um líder global para gestores no Brasil

Para Marc Forster, líder da Franklin Templeton no Brasil, o futuro dos gestores passa por provar relevância em ciclos cada vez mais dinâmicos

Osni Alves

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Com quase oito décadas de história e mais de US$ 1,5 trilhão sob gestão, a Franklin Templeton consolidou-se como uma das maiores gestoras globais de recursos. Fundada nos Estados Unidos, a companhia atravessou crises, ciclos de crédito e transformações profundas no mercado financeiro internacional.

No Brasil, mantém presença desde o início dos anos 2000 e hoje administra cerca de R$ 43 bilhões em ativos, combinando estratégias locais e internacionais em renda fixa, multimercados e ações.

Em entrevista ao podcast Outliers, do InfoMoney, o head da Franklin Templeton no Brasil, Marc Forster, destacou que a longevidade da gestora está diretamente ligada à sua capacidade de adaptação.

“Um gestor de recursos só sobrevive por tanto tempo se provar sua relevância, oferecendo produtos que façam sentido à medida que o mercado muda”, afirmou. Essa flexibilidade se traduz, segundo ele, em um modelo que combina crescimento orgânico e aquisições estratégicas.

Nos últimos anos, a Franklin ampliou seu portfólio global de gestores especializados — os chamados Specialized Investment Managers (SIMs) — com aquisições relevantes no mercado de crédito, como a BSP (2019), a Alcentra (2022) e a Pera (2024).

A meta, diz Forster, é manter uma oferta diversificada de estratégias, cobrindo desde ativos líquidos de money market até fundos de private equity e crédito estruturado.

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Atualmente, a Franklin Templeton está presente em 34 países, atuando em praticamente todas as classes de ativos e atendendo investidores institucionais e individuais ao redor do mundo.

No Brasil, o grupo mantém uma equipe local de gestão e uma área dedicada à construção de portfólios customizados, voltada a investidores que preferem manter seus recursos no país, mas com exposição a estratégias internacionais.