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O mercado de fundos imobiliários (FIIs) mantém liquidez sólida, mesmo com taxas de juros elevadas, segundo análise da XP Asset. “É um mercado que vem crescendo o número de cotistas mês após mês, dados os novos segmentos que estão entrando, como Hedge Funds, que tiveram acréscimo de investidores”, afirmou Rafael Culbert durante a apresentação trimestral de resultados.
O fluxo de investidores estrangeiros tem contribuído para manter o volume médio diário negociado acima de R$ 240 milhões nos fundos listados no IFIX. “O fluxo desses investidores ajuda a manter esse patamar, mesmo em um momento de certa reticência por parte de investidores pessoa física”, complementou Leonardo Santana. Fundos fora do IFIX ultrapassam R$ 300 milhões, mas com grande concentração em block trades.
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Em termos de dividend yield, os gestores destacam que, embora o spread do IFIX em relação à NTNB 2035 esteja próximo à média histórica, o rendimento nominal dos fundos permanece elevado, próximo de 12%.
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“Mesmo que o spread esteja na média, se a curva de juros reais se arrefecer, podemos ter uma correção positiva das cotas de FII, com dividend yield ajustando-se para manter o padrão histórico”, explicou Gustavo Santos.
Nos últimos 12 meses, o IFIX acumula retorno acima de 8%, impulsionado por meses fortes no primeiro semestre e pelo desempenho positivo de agosto e setembro, segundo os especialistas da XP.

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Portfólio diversificado de CRIs e permutas financeiras
O XP Red Fund concentra cerca de 70% do portfólio em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), além de permutas financeiras (10%), FIIs (8% a 9%) e fundos estruturados.
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“No fechamento de setembro, o book de CRIs estava levemente abaixo da proporção IPCA/CDI, mas com a possibilidade de queda de juros reais, a expectativa é de correção positiva no valor patrimonial das cotas”, detalhou Culbert.
As permutas financeiras envolvem três projetos em São Paulo – Alto Boa Vista, Jardins e Lapa – voltados ao desenvolvimento residencial vertical.
“São estruturas para financiar terreno, adquirindo-o com o projeto já aprovado e trocando-o por uma parcela da receita do projeto. Esse fluxo funciona como se fosse um imposto, independentemente do resultado final do projeto”, disse Santos.