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Uma pesquisa com assessores da XP indica que, apesar do aumento no interesse por ações e ouro, a renda fixa segue como a preferência dos investidores.
A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2025 já começou, com Gerdau, Santander e WEG entre as companhias que divulgam resultados nos próximos dias. As projeções, no entanto, apontam para um desempenho fraco, especialmente entre empresas de bens de capital expostas ao agronegócio, como Randon e Kepler Weber, diante de um cenário de demanda desaquecida.
Para a WEG, o mercado espera margens estáveis, mas vê uma desaceleração no crescimento da receita.
Lá fora, os balanços dos grandes bancos americanos já foram divulgados, sinalizando resiliência do setor, enquanto Netflix e Tesla se destacaram entre os resultados recentes.
- Confira o relatório, aqui.
Balanço da Tesla desaponta
A Tesla apresentou resultados abaixo das expectativas no primeiro trimestre de 2025, com surpresas negativas tanto na receita, que caiu 9,5%, quanto no lucro por ação, que recuou 37,7%. A queda nas vendas de veículos elétricos, especialmente na Europa, foi o principal fator para o declínio na receita. No entanto, a companhia superou as expectativas em termos de margem bruta, impulsionada pelas vendas em segmentos mais lucrativos, como serviços e armazenamento de energia, que têm custos mais baixos. Apesar disso, os custos operacionais elevados impactaram negativamente o resultado final, com o lucro por ação ficando bem abaixo das projeções dos analistas.
- Veja o relatório.
Desempenho da Netflix vem positivo
A Netflix teve um desempenho positivo no primeiro trimestre de 2025, com aumento de 0,4% na receita e 16,3% no lucro por ação, superando as expectativas do mercado. A empresa projeta um crescimento robusto de receita para o próximo trimestre, impulsionado pelo recente aumento nos preços, a continuidade da expansão de sua base de assinantes e a inclusão de anúncios.
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A série britânica “Adolescência” foi destacada como um dos principais impulsionadores do crescimento no número de novos inscritos durante o período.
Leia o Report.
Capital estrangeiro deixa o Brasil
Até meados de abril, os fluxos de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira foram negativos, com saídas líquidas de R$ 8,7 bilhões. Esse movimento levantou preocupações, especialmente diante do aumento da aversão ao risco nos mercados globais, impulsionada por novas tarifas do governo Trump e o agravamento dos temores de recessão nos Estados Unidos. Apesar disso, o Brasil continua sendo visto como um possível vencedor relativo nesse cenário. Contudo, uma guerra comercial prolongada poderia levar a uma desaceleração ainda mais acentuada ou até recessão nas economias dos EUA e global, o que impactaria negativamente os fluxos estrangeiros para o país.
- Confira a análise completa.
JBS se movimenta pela dupla listagem
A JBS (JBSS3) convocou uma assembleia geral extraordinária para o dia 23 de maio, na qual os acionistas minoritários irão votar sobre a proposta de dupla listagem das ações. De acordo com analistas, a implementação da dupla listagem pode reduzir estruturalmente o custo de capital da companhia e fortalecer ainda mais a sua governança corporativa. Leia o relatório.
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